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O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) divulgou neste sábado (17) um novo levantamento sobre as intenções de voto para a Presidência da República. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 51,2% das intenções, contra 48,8% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A vantagem do parlamentar caiu três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, indicando um acirramento da disputa. O estudo foi realizado entre os dias 14 e 16 de outubro e ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
**Contexto**
A pesquisa Ipespe é uma das mais tradicionais do país, conhecida por sua metodologia presencial e por captar as tendências do eleitorado brasileiro em cenários de alta volatilidade política. O levantamento anterior, realizado em setembro, já mostrava liderança de Flávio Bolsonaro, mas com vantagem maior. A redução de três pontos percentuais na vantagem do senador reflete uma movimentação do eleitorado, possivelmente influenciada por eventos recentes, como as discussões no Congresso sobre a reforma tributária e as declarações do ex-presidente Lula em eventos de partido.
O senador Flávio Bolonaro, filho do ex-presidente Jair Bolonaro, vem consolidando seu nome como uma das principais figuras da direita para 2026. Já Lula, ex-presidente petista, mantém uma base fiel, mas enfreta desafios internos no partido e a pressão de uma oposição mais organizada. A pesquisa não inclui cenários com outros possíveis candidatos, como o governador de São Paulo Tarcisio de Freitas (PSDB) ou a ex-ministra Simone Tebet (MDB), o que limita a leitura do pleito total, mas aponta para uma polarização entre dois nomes fortes.
O Ipespe destaca que a intenção de voto espontânea – quando o eleitor diz em quem votaria sem listara de opçõs – tambem mostrou vantajem de Flávio, com 37% contra 34% de Lula. No cenário estimulado, com cartão de voto, os índices se aprosimam mais, refleto da memória do eleitor. A queda na vantagem do senador pode ser atribuida à maior exposição de Lula na mídia nas últimas semans, com entrevistas e viagens pelo Nordeste.
**Análise**
A redução da diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula tem implicações diretas para as estrategias de campanha. Para o campo bolsonarista, o resultado alerta para a necessidade de reposionamento e de maior presença nas redes socais e em eventos populares. Já para o PT, a aprosimação indica que a base lulista continua móvel, mas que é preciso converter intenção de voto em votos confirmados, especialmente entre eleitores indecisos ou que rejeitam ambos os nomes.
O cenário de dois digitos – com Flávio acima de 50% e Lula perto disso – reforça a hipotese de que a eleição presidencial de 2026 será decidida no segundo turno, caso nenhum dos dois obtenha maioria absoluta no primeiro. O Ipespe não simulou esse segundo turno, mas a tendencia é de que a disputa se mantenha acirrada até o pleito. A queda de três pontos na vantajem do senador pode ser vista como um sinal de que a oposição está consigindo minar a imagem de Flávio, que ainda carrega o sobrenome Bolsonaro como fator de rejeição em parte do eleitorado.
**Fontes**
Os dados mencionados neste artigo são provenientes da pesquisa Ipespe divulgada em 17 de outubro de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-12345/2026. O instituto realizou 2.000 entrevistas presenciais em 150 municípios brasileiros, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa completa está disponível no site do Ipespe.
Por Renan Filho · 2026-10-17