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O instituto Gerp divulgou nesta quarta-feira uma pesquisa de opinião que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 49% de rejeição entre os brasileiros. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece com 46% de rejeição. O levantamento, realizado em todo o território nacional, traz um termômetro importante para o cenário político e econômico do país.
**Contexto**
Os índices de rejeição medem a parcela da população que avalia o governo ou a gestão do político como ruim ou péssimo e que não votaria nele em hipótese alguma. No caso de Lula, a taxa de 49% representa um patamar elevado para um presidente em exercício. Pesquisas anteriores do mesmo instituto indicavam oscilações entre 45% e 50% nos últimos meses, mantendo-se em um nível de alerta para a base governista.
Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e senador pelo Rio de Janeiro, tem se destacado como um dos principais nomes da oposição. Sua rejeição de 46% reflete a polarização que ainda marca a política brasileira. O levantamento do Gerp foi feito entre os dias 10 e 14 de outubro de 2026, com 2.000 entrevistados em 120 municípios, e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os números ganham relevância em um momento em que o governo Lula tenta avançar com pautas econômicas sensíveis, como a reforma tributária e o novo arcabouço fiscal. Governistas enxergam na alta rejeição um obstáculo adicional para aprovar medidas que exigem amplo apoio no Congresso. Já a oposição utiliza os dados para reforçar críticas à condução da economia, especialmente no combate à inflação e na geração de empregos.
**Análise**
A persistência de rejeição elevada a Lula pode impactar diretamente a confiança dos investidores. O mercado financeiro reage de forma negativa a incertezas políticas, e um presidente com baixa popularidade tende a ter menor capacidade de articular reformas estruturais que dependem de negociação com o Legislativo. A pesquisa do Gerp sinaliza que, mesmo com indicadores econômicos como o PIB e o emprego mostrando recuperação, a imagem do governo ainda não convenceu uma parcela significativa da população.
Para Flávio Bolsonaro, a rejeição de 46% também é um sinal de que, apesar de ser uma figura forte na oposição, ele ainda enfrenta resistência entre eleitores do centro e da esquerda. O dado é especialmente relevante para as eleições de 2028, caso ele venha a ser candidato ao Planalto. A polarização entre Lula e o bolsonarismo continua a dominar o debate político, e os números do Gerp indicam que ambos os lados precisam conquistar o eleitorado moderado para ampliar suas bases de apoio.
Do ponto de vista econômico, a rejeição ao presidente e a um dos principais líderes da oposição cria um ambiente de incerteza que pode adiar decisões de investimento. Empresários e analistas acompanham de perto a capacidade do governo de aprovar a agenda de crescimento sustentável. A pesquisa sugere que, para além das disputas políticas, a população demanda resultados concretos nas áreas de saúde, educação e segurança pública, que acabam se refletindo na avaliação geral do governo.
**Fontes**
Instituto Gerp – Pesquisa de opinião divulgada em 16 de outubro de 2026, com dados de rejeição aos políticos Lula e Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00000/2026. A metodologia incluiu entrevistas presenciais em domicílios, com controle de cotas por sexo, idade, escolaridade e renda.
Por Renan Filho · 2026-10-16