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Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta semana, aponta um cenário de empate técnico na disputa pela vaga de senador por Pernambuco nas eleições de 2026. A pré-candidata Marília Arraes (PDT) e o atual senador Humberto Costa (PT) aparecem ambos com 19% das intenções de voto, consolidando-se como os nomes mais fortes para a sucessão no estado. O levantamento, que ainda não havia sido detalhado pela imprensa nacional, foi realizado em meio a articulações políticas que envolvem o governo federal e a oposição estadual.
**Contexto**
O cenário eleitoral em Pernambuco ganhou contornos nacionais após a morte do ex-governador e líder histórico Miguel Arraes, avô de Marília Arraes, e a ascensão do PT ao governo federal com Luiz Inácio Lula da Silva. Marília Arraes, que é neta de Miguel Arraes e sobrinha do também ex-governador Eduardo Campos, construiu sua trajetória política no PDT, partido fundado pelo avô. Ela foi deputada federal por dois mandatos e, em 2022, candidatou-se ao governo do estado, mas foi derrotada no segundo turno por Raquel Lyra (PSDB), atual governadora. Assim, ela busca agora uma vaga no Senado para permanecer na política nacional.
Humberto Costa, por sua vez, é um dos quadros históricos do PT em Pernambuco. Formado em medicina, foi deputado estadual, prefeito do Recife entre 2005 e 2008 e ministro da Saúde no primeiro mandato do governo Lula (2003-2005). Senador desde 2011, Costa já exerce dois mandatos consecutivos e busca a reeleição. Ele é aliado do governador Paulo Câmara (PSB) e tem forte base eleitoral no Recife e na Região Metropolitana.
A pesquisa do Datafolha, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu eleitores de todas as regiões de Pernambuco entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, o que configura empate técnico não apenas entre os dois líderes, mas com outros candidatos que aparecem logo atrás. O levantamento também indica que uma parcela significativa do eleitorado ainda está indecisa, sinalizando que o cenário pode mudar ao longo da campanha.
**Análise**
O empate técnico entre Marília Arraes e Humberto Costa reflete um momento de reconfiguração política em Pernambuco, tradicionalmente dominado pelo PSB e pelo PT. A saída de João Campos, prefeito do Recife e principal liderança socialista, do páreo por enquanto – ele já sinalizou que não disputará o Senado – abre espaço para uma disputa mais acirrada entre os dois partidos. A candidatura de Marília Arraes pelo PDT, partido que historicamente integra a base de apoio do governo Lula, mas que agora pode se posicionar como oposição em nível estadual, cria um dilema para o Palácio do Planalto, que precisa equilibrar suas alianças regionais.
A presença de Humberto Costa na dianteira, ao lado de Marília, indica que o eleitor pernambucano ainda reconhece nomes tradicionais, mas também demonstra cansaço com a polarização entre PT e PSDB. O fato de a pesquisa ser divulgada em outubro de 2026, a menos de um ano das eleições, serve como um alerta para as cúpulas partidárias de que a disputa em Pernambuco pode ser um termômetro para o resto do país. O Datafolha também apontou que, se as eleições fossem hoje, a vaga seria decidida no primeiro turno, sem necessidade de segundo – o que não é previsto para o Senado, cujo sistema é majoritário simples.
**Impacto internacional**
Embora a disputa seja estadual, o cenário pernambucano tem repercussão internacional. O estado é um dos mais importantes do Nordeste, com forte influência na economia e na cultura brasileira. A decisão dos eleitores de Pernambuco pode influenciar o equilíbrio de poder no Congresso Nacional, afetando a governabilidade do próximo presidente da República. A atenção da imprensa internacional, que frequentemente observa as eleições brasileiras como um reflexo da estabilidade política na América Latina estará voltada para o desempenho desses dois candidatos, ambos com suas próprias conexões internacionais – Marília Arraes, por ser neta de Miguel Arraes, e Humberto Costa, por sua atuação como ministro e senador em temas de saúde e diplomacia.
**Fontes**
Os dados desta notícia foram extraídos da pesquisa Datafolha registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Informações sobre a trajetória dos candidatos foram obtidas a partir de divulgações oficiais do partido e biografias públicas disponíveis nos sites do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. A reportagem não realizou entrevistas exclusivas, mas baseia-se exclusivamente nos números revelados e em fatos históricos de conhecimento público.
Por Renan Filho · 2026-10-01