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Pesquisa Gerp revela perfil dos eleitores que mais rejeitam Flávio Bolsonaro

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-21

Levantamento da Gerp mostra quais segmentos do eleitorado brasileiro apresentam maior rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mulheres, jovens e eleitores com ensino superior lideram a desaprovação.

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Uma nova pesquisa da Gerp, instituto especializado em análise de opinião pública, traçou o perfil dos eleitores que mais rejeitam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento, realizado em todo o Brasil, aponta que a rejeição ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é particularmente alta entre mulheres, eleitores jovens e aqueles com nível superior de escolaridade. O estudo também revela diferenças regionais e econômicas significativas.

**Contexto**

Flávio Bolsonaro é uma figura central no cenário político brasileiro desde que foi eleito senador pelo Rio de Janeiro em 2018. Sua trajetória pública, porém, é marcada por controvérsias, especialmente o caso das “rachadinhas” (suposto esquema de devolução de salários de assessores) que levou a investigações e um processo no Conselho de Ética do Senado. Esses episódios contribuíram para consolidar uma forte rejeição em determinados grupos sociais.

A pesquisa da Gerp ouviu milhares de eleitores em todas as regiões do país entre os meses de setembro e outubro de 2026. Os dados indicam que a rejeição a Flávio Bolsonaro não é uniforme, mas segue padrões bem definidos. Entre as mulheres, a desaprovação é significativamente maior do que entre os homens, um fenômeno que já havia sido observado em relação ao próprio ex-presidente. Analistas atribuem essa diferença a posicionamentos do grupo político Bolsonaro sobre pautas como direitos das mulheres, questões de gênero e políticas de assistência social.

Já entre os eleitores mais jovens, na faixa dos 16 aos 29 anos, o índice de rejeição também é elevado. Esse segmento, que cresceu em um ambiente de forte polarização política e maior acesso a informações digitais, tende a rejeitar figuras ligadas à política tradicional e a escândalos de corrupção. Flávio Bolsonaro, por ser herdeiro político de Jair Bolsonaro e ter seu nome associado a investigações, enfrenta dificuldades para conquistar esse público.

O levantamento ainda mostra que eleitores com ensino superior completo ou pós-graduação rejeitam o senador em proporção maior do que aqueles com menor escolaridade. Esse dado reflete uma tendência já observada em outras pesquisas: quanto maior o nível de instrução, maior a exigência por transparência e menor a tolerância a práticas políticas questionadas pela Justiça.

Regionalmente, a rejeição é mais intensa no Nordeste e nas regiões metropolitanas do Sudeste, enquanto em áreas rurais e no Centro-Oeste o índice é mais baixo. Fatores como histórico de votação, influência de lideranças locais e exposição a diferentes mídias ajudam a explicar essas variações.

**Análise**

Os dados da Gerp têm implicações diretas para o cenário eleitoral de 2026, especialmente se Flávio Bolsonaro decidir concorrer a um cargo majoritário, como governador do Rio de Janeiro ou mesmo a presidência. A alta rejeição entre mulheres e jovens representa um obstáculo difícil de superar, pois são segmentos que crescem em importância numérica e mobilização política. Para reverter esse quadro, o senador precisaria reposicionar sua imagem, adotar pautas que dialoguem com esses grupos e se distanciar de controvérsias passadas – algo que sua base mais fiel pode não aceitar.

Outro ponto relevante é a persistência da polarização política no Brasil. A rejeição a Flávio Bolsonaro acompanha, em grande medida, a rejeição a seu pai. Isso significa que, enquanto Jair Bolsonaro continuar sendo uma figura central no debate público, Flávio carregará tanto o legado positivo quanto o negativo. A pesquisa da Gerp sugere que, para uma parcela considerável do eleitorado, o sobrenome Bolsonaro ainda é um fardo pesado.

Por fim, o perfil traçado pela Gerp reforça a importância de campanhas segmentadas e do uso de dados para a comunicação política. Em um ambiente de alta fragmentação midiática, entender quem rejeita o candidato – e por quê – é tão crucial quanto saber quem o apoia. Flávio Bolsonaro e sua equipe terão de lidar com um eleitorado cada vez mais exigente e informado, especialmente nas faixas etárias e educacionais que mais o rejeitam.

**Fontes**

Pesquisa Gerp – “Perfil da rejeição a Flávio Bolsonaro” – outubro de 2026. Dados disponíveis no site do instituto. Análises complementares baseadas em reportagens anteriores do jornal O Globo e do portal UOL sobre o histórico político de Flávio Bolsonaro.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.