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A deputada federal Pellegrino (partido não informado) afirmou nesta quinta-feira que o Partido Liberal (PL) cometeu violência de gênero ao citá-la em uma ação judicial sem o devido consentimento e de forma que considerou degradante. Em pronunciamento nas redes sociais, a parlamentar disse que a referência feita pelo partido em uma petição não apenas a expôs desnecessariamente, como também reforça padrões misóginos dentro da política brasileira. O episódio ocorre em meio a uma crescente mobilização de mulheres no Legislativo contra práticas que, segundo elas, perpetuam a desigualdade de gênero.
**Contexto**
A citação de Pellegrino teria sido feita em um documento protocolado pelo PL em uma ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) ou na Justiça Eleitoral. Embora os detalhes exatos da petição não tenham sido divulgados integralmente, a deputada classificou a abordagem como “desrespeitosa” e “reduzida a um estereótipo”. Ela destacou que o uso de seu nome e imagem em um contexto jurídico sem prévia consulta configura uma forma de violência simbólica, prevista em legislações de proteção à mulher.
A legislação brasileira, especialmente a Lei Maria da Penha e a Lei de Violência Política de Gênero (Lei 14.192/2021), define como crime a exposição de mulheres a situações humilhantes ou constrangedoras no exercício da política. A atitude do PL, segundo Pellegrino, se enquadraria nesse conceito, pois teria utilizado sua figura para fins de argumentação jurídica sem considerar o impacto pessoal e profissional.
O Partido Liberal, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Em situações anteriores, a sigla já foi alvo de críticas de movimentos femininos por declarações de seus filiados consideradas machistas. O episódio com Pellegrino reforça o debate sobre o tratamento dado a mulheres na política partidária, especialmente em momentos de litígio judicial.
**Análise**
O caso ganha relevância em um contexto onde o Brasil registra recorde de candidaturas femininas nas eleições de 2026, mas também enfrenta denúncias recorrentes de violência política de gênero. A ação de Pellegrino, ao expor publicamente a situação, pode incentivar outras parlamentares a denunciarem práticas semelhantes, criando um precedente para que tribunais passem a considerar com mais rigor a utilização de nomes de mulheres em peças jurídicas.
Além disso, a crítica de Pellegrino ocorre em um momento de polarização poltica acentuada, onde partidos buscam vanatgens em disputas judiciais. Especialistas apontam que a desumanizaão de adversárias por meio de argumentos que reduzem a muler a um estereotipo é uma tática antiga, mas que vem sendo combatida com mais veemência nos últimos anos. Organizações como o Observatório da Violência Política de Gênero têm documentado dezenas de casos semelhantes e pressionam por punições mais severas.
A reação da deputada também coloca o PL em uma posição defensiva. A sigla, que abriga figuras polêmicas como o ex-presidente Jair Bolsonaro, tem tentado melhorar sua imagem entre o eleitorado feminino. No entanto, episódios como este podem minar esses esforços, especialmente se o partido não responder de forma transparente e respeitosa. A opinião pública, por sua vez, tende a acompanhar o desfecho, e a mídia já começa a cobrar posicionamentos.
**Fontes**
Fontes: Perfil oficial da deputada Pellegrino em redes sociais (Twitter/Instagram), site da Câmara dos Deputados, Lei de Violência Política de Gênero (14.192/2021), nota oficial pendente do Partido Liberal, reportagens de veículos como Folha de S.Paulo e O Globo que cobrem o caso.
Por Renan Filho · 2026-10-15