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Pastora do Rio rompe com a esquerda, rejeita o feminismo e defende armas para o povo: ‘Direito à defesa não é ideologia’

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-28

Em entrevista exclusiva ao FORTIS NEWS, a pastora carioca Maria de Lourdes explica por que abraçou pautas conservadoras, critica o feminismo identitário e defende o armamento civil como ferramenta de proteção familiar e individual.

Em um cenário político cada vez mais polarizado, a voz das mulheres conservadoras ganha projeção. Desta vez, quem chama a atenção é a pastora Maria de Lourdes, líder de uma igreja evangélica na zona norte do Rio de Janeiro. Em bate-papo franco com nossa reportagem, ela foi categórica: é contra a esquerda, rejeita o feminismo contemporâneo e defende o direito ao porte e posse de armas para cidadãos de bem. ‘A liberdade individual e a defesa da vida não são pautas de direita ou esquerda, são princípios inegociáveis’, afirmou.

Maria de Lourdes, conhecida por seus sermões diretos e sem rodeios, tornou-se uma referência na comunidade local. Em tempos de ascensão de pautas progressistas, sua postura firme atrai tanto admiradores quanto críticos. Mas ela não se abala: ‘Não estou aqui para agradar ninguém, estou aqui para pregar a verdade e defender aquilo que acredito.’

A pastora atribui seu afastamento da esquerda a uma percepção de incompatibilidade entre os valores cristãos e as bandeiras do campo progressista. ‘A esquerda, infelizmente, se afastou do povo. Hoje, ela defende um Estado grande demais, que quer controlar a vida privada, as famílias, as igrejas. Eu não consigo mais me ver nesse espectro’, explicou.

Sobre o feminismo, Maria de Lourdes é ainda mais incisiva. Para ela, o movimento perdeu o rumo ao se focar em pautas identitárias e no coletivismo. ‘O feminismo de hoje não fala mais de igualdade de oportunidades. Ele fala de ódio aos homens, de vitimismo, de um Estado que deve sustentar escolhas pessoais. Isso não é libertação, é dependência’, criticou.

Ao contrário do que o senso comum por vezes sugere, sua posição sobre armas não é fruto de radicalização, mas de uma experiência pessoal traumática: ‘Minha casa foi invadida quando eu era criança. Vi minha mãe indefesa. Ali decidi que, se um dia pudesse, jamais passaria por aquilo de novo. Hoje, tenho uma arma registrada, treino semanalmente e sei que, se alguém ameaçar minha família, terei como reagir.’

‘Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas. Um criminoso armado encontra um cidadão desarmado e acha que pode fazer o que quiser. Se o cidadão também estiver armado, a balança se equilibra. Não é sobre violência, é sobre dissuasão’, completou.

A pastora defende, ainda, a simplificação dos processos legais para aquisição de armas, mas ressalta que a formação e a responsabilidade são fundamentais. ‘Não sou a favor de qualquer um portar uma arma. Sou a favor de que pessoas idôneas, com treinamento e sem antecedentes criminais, possam exercer seu direito natural à defesa.’

Ela cita dados oficiais: ‘De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, estados com leis mais restritivas não tiveram redução significativa na violência. Pelo contrário, o crime organizado continua armado até os dentes. Enquanto isso, o cidadão de bem fica refém.’

A posição de Maria de Lourdes ecoa um movimento crescente entre lideranças religiosas, especialmente no Rio de Janeiro, onde a violência urbana atinge níveis alarmantes. ‘Muitas mulheres me procuram no final dos cultos. Elas me dizem: pastora, tenho medo de sair de casa. Meu filho foi assaltado, minha filha sofreu assédio no ônibus. Aí eu pergunto: o que a esquerda fez por vocês? E o feminismo? Nada. Eles só querem votos.’

Ela também critica o que chama de ‘militância gospel’ — evangélicos que, segundo ela, se rendem a pautas progressistas em nome de uma falsa unidade ecumênica. ‘Não adianta falar de amor e deixar a família desprotegida. O amor verdadeiro é aquele que protege, que provê, que defende. A Bíblia é clara: ‘Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos da própria casa, negou a fé’. Eu cuido dos meus.’

Para especialistas ouvidos pelo FORTIS NEWS, a ascensão de figuras como Maria de Lourdes representa um realinhamento no campo conservador brasileiro. ‘Ela une três pilares: a fé cristã, a defesa da liberdade individual e a rejeição ao coletivismo esquerdista. Isso atrai não só evangélicos, mas também católicos e até pessoas de outras religiões que se sentem ameaçadas pela escalada da violência’, analisa o cientista político Luís Felipe Soares, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

‘O discurso dela é coerente com uma visão liberal-conservadora: menos Estado, mais responsabilidade individual, defesa da família e da propriedade privada. E, claro, o direito às armas como extensão do direito à vida’, complementa Soares.

Ao final da entrevista, a pastora deixou um recado direto: ‘Não tenho medo de falar o que penso. Se isso me custar popularidade, que seja. Prefiro ser odiada por dizer a verdade do que amada por mentir. O Brasil precisa de mulheres e homens corajosos, que não se verguem diante da militância. A verdade liberta, e eu escolhi a liberdade.’

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.