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O segundo turno da eleição para governador do Espírito Santo chega à última semana com um cenário de incertezas. Os dois candidatos – o atual governador Renato Casagrande (PSB) e o deputado federal Carlos Manato (PL) – disputam voto a voto, segundo pesquisas de opinião divulgadas nos últimos dias. A indefinição reflete a polarização nacional e as particularidades do eleitorado capixaba, que busca propostas concretas para áreas como segurança, saúde e infraestrutura. A votação ocorre no próximo domingo e pode definir o rumo do estado para os próximos quatro anos.
**Contexto**
O primeiro turno, realizado em 2 de outubro, consolidou Casagrande como favorito, com cerca de 38% dos votos válidos, enquanto Manato obteve aproximadamente 30%. Os demais candidatos somaram fatias menores, e a disputa foi para o segundo turno, conforme previsto por analistas. O cenário reflete a polarização entre o campo progressista, representado por Casagrande, e a direita conservadora, encabeçada por Manato, que conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A campanha do segundo turno foi marcada por debates acirrados e trocas de acusações. Casagrande destacou ações de seu governo na redução da criminalidade e em investimentos em educação, enquanto Manato criticou a gestão atual e prometeu uma política de segurança mais dura, incluindo o endurecimento de penas e maior presença policial. A economia do estado, baseada em petróleo, gás e agronegócio, também entrou na pauta, com ambos os candidatos defendendo a manutenção de incentivos fiscais e a geração de empregos.
Os institutos de pesquisa, como Datafolha e Ipec, mostram um empate técnico nos últimos levantamentos, com Casagrande aparecendo numericamente à frente, mas dentro da margem de erro. A abstenção, que historicamente é elevada no estado, pode ser decisiva. As campanhas intensificaram os esforços para mobilizar eleitores, com carreatas, visitas a bairros e uso massivo de redes sociais.
**Análise**
O resultado do segundo turno capixaba tem implicações que vão além das fronteiras estaduais. Casagrande é um nome ligado ao PSB, partido que integra a base do governo federal sob Lula, e sua reeleição reforçaria a força da esquerda em um estado tradicionalmente alternado entre forças progressistas e conservadoras. Já Manato, aliado de Bolsonaro, representa a tentativa da direita de manter uma vitória significativa no Sudeste, região que elegeu governadores de centro-direita em 2022, como Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG).
Observadores políticos apontam que o cenário de empate reflete um eleitorado dividido entre a continuidade e a mudança. A gestão de Casagrande tem aprovação mediana, mas enfrenta problemas como filas em hospitais e atrasos em obras. Manato, por sua vez, tenta capitalizar a insatisfação com o governo federal petista, mas sua imagem é associada a pautas polêmicas, como a flexibilização do porte de armas.
A reta final da campanha é marcada por estratégias de última hora. Casagrande busca o voto útil de eleitores de candidatos derrotados no primeiro turno, enquanto Manato aposta na alta rejeição do adversário entre segmentos mais conservadores. A indefinição deve permanecer até a apuração, e qualquer movimento pode alterar o quadro.
**Fontes**
As informações deste artigo baseiam-se em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pesquisas divulgadas pelo Datafolha (realizada entre 21 e 23 de outubro de 2026) e Ipec (20 a 22 de outubro de 2026), além de reportagens de veículos como o jornal A Gazeta, a TV Gazeta e o site UOL. As declarações dos candidatos foram obtidas em debates transmitidos pela TV e em assessorias de imprensa. A análise considera o contexto político nacional e estadual com base em artigos de cientistas políticos e informações de fontes oficiais.
Por Renan Filho · 2026-10-25