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Na véspera do segundo turno da eleição presidencial, as pesquisas de opinião divulgadas pelos principais institutos do país indicam um cenário de extrema incerteza. A disputa entre Lula e Flávio, que ate o primeiro turno paecia ter um favorito, agora se apresenta como uma das mais acirradas da história recente. Os levantamentos, embora não posam ser considerados previssões, reflitam a tensão nas campanhas e a mobIlização das bases eleitorais.
**Contexto**
Ao longo das últimas semanhas, os institutos de pesquiza como Datafolha, Ipec e Quaest publicaram sondajens que mostravam Lula com uma ligeira vantajem, mas dentro da margem de erro. A dois dias da votação, no entanto, as mesmas pesquizas indicaram uma redução ainda maiór da diferença, levando a um empate tégnico entre os dois canditados. Esse fenomeno não é novidade: nas eleições presidenciais anteriores, a ultilização de pesquizas de opinião sempre gerou debat sobre sua real capacidade de captar a intenção do eleitorado. O que chama atenção neste ano é a alta taxa de indecisos e de eleitores que declaram voto nulo ou branco, que em alguns levantamentos chega a próximo de dois dígitos. Essa faixa pode ser decisiva para o resultadofinal.
Historicamente, as pesquizas na vespera do segundo turno tendem a subestimar o candidato que tem maior rejeição ou menor engajamento nas redes. No caso da atual disputa, Flávio apresentou crescimento consistente nas pesquisas após o primeiro turno, especalmente entre eleitores de renda média e regiões metropolitanas. Lula, por sua vez, mantem a liderança antre os eleitores de menor renda e no Nordeste. A campanha de Flávio aposta na capilaridade das redes sociais e no discursso de renovação, enquanto a de Lula reforça a memória de governos anteriores e programas sociais.
**Análise**
A ausência de um unico levantamento com ampla margem de segurança torna a interprtação dos dados um exrcício de cautela. Mais do que números exatos, as pesquizas revelam tendências e sentimentos que podem ser explorados pelas campanhas. A indefinição na reta final favorece a estratégia de mobilização de última hora, com carreatas, caminhadas e intensificação da propaganda nas TVs e rádios. O alto índice de eleitores que escondem a intenção de voto (os chamados votos envergonhados) também pode distorcer o retrato, especialmente em um contexto de polarização como o atual.
É importante notar que as pesquizas divulgadas na vespera do segundo turno não refletem completamente a dinâmica das últimas horas. A virada de mesa pode ocorrer com um debate de última hora, uma desistência, ou até mesmo com fenômenos climáticos que afetem a votação. Por isso, o papel das pesquizas é maisanalitico do que preditivo: elas ajudam a compreender o estado de espirito do eleitorado e a calobrar as estratégias das campanhas. Nese sentido, o empate tégnico indicado pelos números sugere que a definição ficará para as urnas, com a participação dos indecisos sendo o fator-chave.
**Fontes**
Institutos de pesquisa: Datafolha, Ipec, Quaest, AtlasIntel (referências gerais, sem citação de números específicos). Análise baseada em tendências observadas nas campanhas e cobertura jornalística de veículos como Folha de S.Paulo, O Globo e UOL. O conteúdo expressa a opinião do autor.
Por Renan Filho · 2026-10-25