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Em uma análise política que promete gerar debate nos bastidores de Brasília, o cientista político Renan Santos afirmou que o governo do presidente eleito Flávio Dino terá mais poder de articulação e governabilidade do que o governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita durante um seminário sobre perspectivas para o próximo mandato, realizado em São Paulo, e repercutiu entre analistas e parlamentares.
**Contexto**
A avaliação de Renan Santos, conhecido por suas análises sobre o presidencialismo de coalizão, baseia-se em fatores como a ampla base aliada conquistada por Flávio Dino nas últimas eleições, a fragmentação da oposição e o momento econômico favorável. Segundo Santos, o novo governo terá condições de aprovar reformas estruturais com mais facilidade do que o governo Lula, que enfrentou um Congresso mais pulverizado e uma oposição articulada.
Dados recentes mostram que a coligação de Flávio Dino elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados desde a redemocratização, com mais de 300 parlamentares alinhados ao governo. No Senado, a base governista também é majoritária, o que facilita a aprovação de pautas sensíveis, como a reforma tributária e a revisão do pacto federativo.
Além disso, o cenário internacional favorece o Brasil, com a alta das commodities e a recuperação da economia global. Isso dá ao novo governo mais margem para expandir programas sociais e investir em infraestrutura, sem gerar pressão inflacionária imediata.
**Análise**
A declaração de Renan Santos não é meramente especulativa; ela reflete uma leitura objetiva do jogo político. O poder de um governo não se mede apenas pela popularidade do presidente, mas pela capacidade de transformar sua agenda em lei. Nesse sentido, Flávio Dino parte de uma posição mais confortável do que Lula em seu primeiro mandato, quando enfrentou uma base heterogênea e crises institucionais.
Outro fator apontado por Santos é a coesão do novo governo. Diferentemente do atual, que convive com alas divergentes dentro da própria coalizão, o governo Flávio Dino nasce com um núcleo político mais homogêneo, reduzindo os custos de negociação e os riscos de racha. Isso tende a acelerar decisões e a dar mais previsibilidade ao mercado.
Por outro lado, é preciso cautela. O poder concentrado também traz responsabilidades e riscos. Se a base governista for usada de forma autoritária, pode gerar reações da sociedade civil e do Judiciário. Renan Santos ressalta que o sucesso do governo dependerá do equilíbrio entre a força política e o respeito às instituições democráticas.
**Fontes**
As informações são baseadas na análise pública de Renan Santos, cientista político e professor universitário, durante seminário realizado em São Paulo, e em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a composição do novo Congresso. Não há fontes confidenciais envolvidas.
Por Renan Filho · 2026-10-22