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Opinião: Celso Rocha de Barros afirma que eleição de Flávio Bolsonaro transformará Brasil em Venezuela — análise FORTIS

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-26

Colunista da Folha de S.Paulo faz alerta sobre suposta deriva autoritária; portal liberal-conservador examina a tese à luz dos fatos e do livre mercado.

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo em 24 de setembro de 2026, o sociólogo e colunista Celso Rocha de Barros escreveu que, se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) for eleito presidente da República em outubro, o Brasil “vai virar a Venezuela”. A declaração, carregada de alarmismo retórico, reacendeu o debate sobre os limites da comparação entre o Brasil e o regime chavista. O FORTIS NEWS, fiel à sua linha editorial liberal-conservadora, analisa a tese com base em dados reais, sem criar narrativas falsas.

Celso Rocha de Barros, doutor em sociologia pelo IUPERJ e pesquisador da UFRJ, sustenta que Flávio Bolsonaro daria continuidade ao “projeto de poder” do pai, Jair Bolsonaro, mas com maior eficiência institucional. Para ele, a escalada incluiria controle do Judiciário, intervenção na economia e perseguição a opositores, resultando em colapso econômico e fuga de capitais — fenômenos que, segundo Barros, já ocorreram na Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. A tese, no entanto, ignora diferenças estruturais profundas entre os dois países.

A Venezuela, sob o regime chavista desde 1999, experimentou uma queda de 75% do PIB entre 2013 e 2023, segundo o FMI. A hiperinflação atingiu 1.000.000% ao ano em 2018, e mais de 7 milhões de venezuelanos emigraram, conforme dados da ONU. O colapso foi causado por estatização maciça da indústria petrolífera, controle de preços e câmbio, e destruição das instituições democráticas. No Brasil, mesmo sob Jair Bolsonaro (2019-2022), não houve estatização generalizada. O PIB cresceu 1,2% em 2019, caiu 3,3% em 2020 (pandemia) e subiu 4,6% em 2021. A inflação, embora elevada (10,06% em 2021), jamais se aproximou dos níveis venezuelanos.

A comparação de Barros também desconsidera o papel do agronegócio e da diversificação econômica brasileira. O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de alimentos, minério de ferro e petróleo. A Venezuela, por outro lado, depende quase exclusivamente do petróleo (95% das exportações). Mesmo que Flávio Bolsonaro adotasse políticas heterodoxas — o que seu histórico como senador não indica —, a economia brasileira tem amortecedores estruturais que a Venezuela nunca teve.

Do ponto de vista institucional, o Brasil possui um Judiciário independente, com o Supremo Tribunal Federal (STF) atuante, e um Congresso fragmentado. Flávio Bolsonaro, se eleito, enfrentaria uma coalizão de partidos que não lhe daria carta branca para rupturas. A própria experiência de Jair Bolsonaro mostra que, mesmo com discurso antissistema, as instituições frearam tentativas de centralização de poder, como a tentativa de interferência na Polícia Federal em 2020, que gerou crise com o STF.

A narrativa de “Brasil virar Venezuela” é recorrente na polarização política desde 2018. Em 2022, Lula foi eleito com promessas de ampliação do Estado, mas seu governo (2023-2026) não estatizou empresas nem implantou controle de capitais. O dólar, que chegou a R$ 5,40 em 2022, fechou 2025 em R$ 4,80, e a inflação ficou abaixo de 5% ao ano. Ou seja, mesmo com um governo de esquerda, o Brasil não “virou Venezuela”. A tese de Barros, portanto, parece mais um exercício de demonização do adversário do que uma análise objetiva.

O FORTIS NEWS defende o livre mercado e o Estado mínimo. Nessa perspectiva, o verdadeiro risco para o Brasil não é uma suposta “venezuelização” causada por Flávio Bolsonaro, mas sim o aumento da carga tributária e da intervenção estatal, que já consomem 38% do PIB. O candidato do PL, em seu plano de governo, propõe reforma tributária com redução de impostos, privatizações e desburocratização — medidas opostas ao modelo chavista. Se implementadas, essas políticas podem, ao contrário, afastar o Brasil do destino venezuelano.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.