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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou como de “baixo nível” a campanha petista após ser alvo de críticas durante um ato político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado na capital paulista na última quinta-feira, 2 de outubro. Em declaração à imprensa, Nunes afirmou que o PT apela a “ataques pessoais e factoides” por não ter propostas concretas para a cidade. A reação do prefeito ocorre em meio à escalada da tensão entre os dois campos, que disputam a preferência do eleitorado paulistano nas eleições municipais previstas para o próximo ano.
**Contexto**
O ato de Lula, que reuniu lideranças petistas e sindicais no centro de São Paulo, teve como principal discurso a defesa de uma candidatura única da esquerda para a prefeitura. Durante o evento, o presidente fez críticas indiretas à gestão de Nunes, apontando supostas falhas nas áreas de saúde e mobilidade urbana. Sem citar nominalmente o prefeito, Lula afirmou que “a cidade não pode continuar sendo tratada como um balcão de negócios” e que “a população merece alguém que olhe para os mais pobres”.
Nunes, que busca a reeleição, respondeu horas depois em entrevista coletiva. “O que vimos foi um show de baixo nível. Em vez de apresentar um plano para São Paulo, o PT prefere espalhar mentiras e tentar destruir reputações. Isso é desespero eleitoral”, declarou o prefeito, acompanhado de aliados do MDB e do União Brasil. A troca de acusações não é nova: desde o início do ano, petistas e emedebistas têm travado embates públicos sobre a gestão municipal.
A relação entre o governo Lula e a administração de Nunes sempre foi marcada por atritos. O prefeito, que herdou o cargo após a morte de Bruno Covas em 2021, tem se posicionado como um opositor moderado ao Planalto, mas sem radicalismos. Já o PT vê na disputa por São Paulo uma prioridade nacional, pois a cidade é o maior colégio eleitoral do país e historicamente um termômetro das eleições presidenciais.
**Análise**
O episódio revela uma estratégia de ambos os lados para definir os termos da campanha antes mesmo da oficialização das candidaturas. Ao atacar Nunes, Lula tenta mobilizar a base petista e construir a narrativa de que o prefeito representa o “continuísmo de uma gestão neoliberal”. Por outro lado, ao rebater com o termo “baixo nível”, Nunes busca descolar a imagem de Lula da disputa local, associando o PT a práticas agressivas e pouco propositivas.
Especialistas em comunicação política apontam que o embate pode beneficiar candidatos de terceira via, que surfam no desgaste da polarização. Em São Paulo, pesquisas qualitativas indicam que parte do eleitorado se incomoda com o tom agressivo das campanhas — embora dados quantitativos não sejam divulgados neste momento por respeito às regras eleitorais. A tendência, no entanto, é que a disputa se intensifique nas próximas semanas, com novos eventos e inserções na mídia.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de declarações públicas de Ricardo Nunes e do presidente Lula, veiculadas por canais oficiais e repercutidas por veículos como a CNN Brasil, o G1 e o jornal Folha de S.Paulo. A cobertura do ato petista e da coletiva de imprensa do prefeito foi amplamente registrada pela imprensa nacional no dia 2 de outubro de 2026.
Por Renan Filho · 2026-10-03