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Opinião: A importância de conhecer os números dos candidatos ao Senado em Santa Catarina

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-03

Com as eleições de 2026 se aproximando, eleitores catarinenses precisam estar atentos aos números oficiais dos candidatos ao Senado. Saiba por que essa informação é crucial para o voto consciente.

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A menos de um mês das eleições de 2026, os eleitores de Santa Catarina já podem consultar os números oficiais dos candidatos ao Senado Federal. Embora a lista completa esteja disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muitos ainda desconhecem a relevância desses dígitos para o processo democrático. Neste artigo de opinião, analisamos por que conhecer os números dos candidatos vai além da simples decoração para a urna eletrônica — é um exercício de cidadania e transparência.

**Contexto**

No Brasil, cada candidato a cargo eletivo recebe um número de dois dígitos para deputado estadual, quatro dígitos para deputado federal e três dígitos para senador. Esses números são definidos pela Justiça Eleitoral com base na legenda partidária e na ordem de registro. Em Santa Catarina, os principais partidos já lançaram seus nomes para a disputa ao Senado, e os números seguem a lógica tradicional: o Partido dos Trabalhadores (PT) utiliza o prefixo 13, o Partido Liberal (PL) o 22, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) o 45, e assim por diante. Cada candidato adiciona dois dígitos ao prefixo, formando um número único de três dígitos.

A divulgação desses números não é meramente burocrática. Eles são a chave para o voto na urna eletrônica e, mais do que isso, representam a identidade visual e programática de cada campanha. Em Santa Catarina, onde a disputa ao Senado costuma ser acirrada — com nomes como os ex-governadores e parlamentares que já ocuparam a cadeira —, o eleitor precisa ter clareza sobre quem está concorrendo e sob qual legenda. A confusão entre números semelhantes pode levar a votos nulos ou em candidatos não desejados, um risco que se agrava em eleições com muitos concorrentes.

**Análise**

A opinião pública catarinense tem debatido a transparência das campanhas e a facilidade de acesso às informações eleitorais. Neste contexto, os números dos candidatos ao Senado funcionam como um atalho para o voto consciente. Ao memorizar o número de seu candidato, o eleitor não apenas agiliza o processo na urna, mas também demonstra que acompanhou a campanha e conhece as propostas. No entanto, a simples existência dos números não garante que o eleitor saiba a quem eles pertencem. É aí que entra o papel da mídia e das próprias campanhas: divulgar de forma clara e repetitiva os números, associando-os a rostos e propostas.

Outro ponto relevante é a segurança do sistema eleitoral. Os números são gerados por um algoritmo do TSE que impede duplicidade e garante que cada candidato tenha uma identificação única. Em Santa Catarina, a Justiça Eleitoral já disponibilizou o sistema de consulta online, onde o eleitor pode digitar o nome do candidato e obter o número, ou vice-versa. Essa ferramenta é essencial para evitar fraudes e erros, mas ainda é subutilizada. Uma pesquisa informal entre eleitores de Florianópolis, realizada por observadores eleitorais, indicou que menos da metade sabe onde encontrar a lista oficial de números.

**Análise (continuação)**

A importância de conhecer os números vai além do ato de votar. Em um cenário de polarização política, o número do candidato muitas vezes se torna um símbolo de pertencimento partidário. Em Santa Catarina, partidos como o PL e o PT têm bases fiéis que reconhecem seus números de imediato. Para candidatos novos ou de legendas menores, o desafio é fazer com que o eleitor associe o número a uma proposta, e não apenas a um partido. A opinião pública deve cobrar que os candidatos invistam em campanhas educativas, explicando não apenas o que defendem, mas também como encontrá-los na urna.

Por fim, é preciso lembrar que o voto para senador é individual — diferente do voto proporcional para deputados. Cada eleitor escolhe um único nome para o Senado, e o número de três dígitos é a chave. Errar o número significa anular o voto ou, pior, votar em um candidato que não representa suas ideias. Portanto, a recomendação é clara: antes de ir às urnas em 3 de outubro de 2026, consulte a lista oficial de candidatos ao Senado em Santa Catarina no site do TSE, anote os números e leve uma colinha. A democracia agradece.

**Fontes**

- Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais. - Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) – Informações sobre registro de candidaturas. - Observatório Eleitoral Brasileiro – Dados de pesquisas de opinião sobre conhecimento eleitoral (sem números específicos, apenas tendências).

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.