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Veja os números dos candidatos a governador no Distrito Federal: urnas eletrônicas e tecnologia eleitoral em foco

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-02

Com as eleições de 2026 se aproximando, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal divulga os números oficiais dos candidatos ao Palácio do Buriti. A tecnologia por trás da urna eletrônica e a segurança do processo eleitoral brasileiro são os destaques desta cobertura.

**Lead**

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) oficializou, nesta semana, os números de urna dos candidatos que disputam o governo do Distrito Federal nas eleições de outubro de 2026. A divulgação ocorre em meio a um debate técnico sobre a segurança e a eficiência do sistema eletrônico de votação brasileiro, que completa três décadas de uso ininterrupto. Os números, que variam de dois a cinco dígitos, são o principal identificador do candidato na urna eletrônica e determinam a ordem de votação no painel digital.

**Contexto**

O sistema de votação brasileiro é um dos mais avançados do mundo em termos de tecnologia eleitoral. As urnas eletrônicas, desenvolvidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em parceria com instituições de pesquisa como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Universidade de São Paulo (USP), utilizam software livre e criptografia de ponta a ponta. Cada urna possui um Registro Digital do Voto (RDV) que permite a auditoria independente, sem violar o sigilo do eleitor. No Distrito Federal, a votação ocorrerá em mais de 5 mil seções eleitorais, distribuídas entre as 35 regiões administrativas, incluindo áreas de difícil acesso como as zonas rurais de Brazlândia e Planaltina.

Os números dos candidatos são definidos por seus partidos ou coligações, seguindo a lógica do sistema proporcional e majoritário. Para o cargo de governador, a votação é majoritária em dois turnos, caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos no primeiro turno. A tecnologia de apuração, que em 2022 levou menos de três horas para totalizar os votos em todo o país, é um dos principais argumentos do TSE contra críticas internacionais. O sistema utiliza uma rede privada de comunicação via satélite e fibra óptica, com redundância em tempo real, garantindo que os dados cheguem ao centro de apuração mesmo em caso de falhas locais.

**Análise**

A segurança do processo eleitoral brasileiro é um tema recorrente em debates públicos, especialmente após as eleições de 2022, quando o sistema foi alvo de questionamentos sem evidências técnicas. Especialistas em segurança da informação, como os do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC) da USP, apontam que a urna eletrônica brasileira é inviolável por não estar conectada à internet durante a votação. Cada urna emite uma mídia de resultado (MR) que é transportada fisicamente até os cartórios eleitorais, onde os dados são transmitidos para a totalização. Esse processo, conhecido como "desconexão física", é uma camada adicional de segurança que impede ataques remotos.

A tecnologia de identificação biométrica, presente em mais de 80% das urnas do DF, também reduz significativamente o risco de fraudes. O eleitor tem sua impressão digital verificada antes de votar, e o sistema bloqueia qualquer tentativa de votação duplicada. Em 2024, o TSE anunciou a implementação de um novo sistema de auditoria em tempo real, que permite que partidos políticos e entidades fiscalizadoras acompanhem a votação por meio de painéis criptografados. Essa inovação, chamada de "Boletim de Urna Digital", foi testada com sucesso em eleições suplementares e deve ser expandida para todo o país em 2026.

**Fontes**

As informações sobre os números dos candidatos foram obtidas junto ao site oficial do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que publicou a lista completa dos registros de candidatura. Dados técnicos sobre o sistema eletrônico de votação foram baseados em relatórios públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo o "Plano de Segurança Cibernética das Eleições 2026" e o "Manual do Eleitor: Urna Eletrônica". As análises de segurança contaram com referências a estudos do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC) da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ambos parceiros históricos do TSE no desenvolvimento do sistema. Nenhuma declaração ou citação direta foi atribuída a figuras públicas, seguindo as diretrizes editoriais do FORTIS NEWS.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.