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Esportes

Morre, aos 85 anos, o primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-16

Chiaki Ishii, que conquistou o bronze nos Jogos de Munique 1972, faleceu deixando um legado que marcou a história do esporte nacional.

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Morreu nesta quinta-feira, 16 de outubro de 2026, aos 85 anos, Chiaki Ishii, o primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro. A informação foi confirmada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), que não divulgou detalhes sobre a causa do falecimento. Ishii conquistou a medalha de bronze na categoria meio-pesado nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando o judô estreou no programa olímpico. Sua morte representa o fim de uma era para o esporte nacional, que perde um dos seus maiores pioneiros.

**Contexto**

Nascido em 3 de outubro de 1941, na cidade de São Paulo, Chiaki Ishii iniciou a prática do judô ainda na infância, influenciado pela forte comunidade nipônica no Brasil. Ele treinou no tradicional Clube de Judô de São Paulo e logo se destacou por sua técnica apurada e disciplina. Em 1972, aos 30 anos, viajou para Munique como parte da delegação brasileira. Na categoria até 93 kg, o atleta superou adversários de países como França e Alemanha Ocidental até chegar à disputa pelo bronze, onde venceu o japonês Takashi Kimura por ippon, garantindo o primeiro pódio do Brasil na modalidade.

Além do feito olímpico, Ishii acumulou conquistas expressivas: foi bicampeão sul-americano (1969 e 1971) e medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de 1971, em Cali. Após encerrar a carreira competitiva, dedicou-se à formação de jovens judocas como treinador e dirigente esportivo. Ele atuou na Federação Paulista de Judô e foi mentor de atletas que posteriormente representaram o Brasil em ciclos olímpicos seguintes.

**Análise**

A morte de Chiaki Ishii ocorre em um momento de auge do judô brasileiro no cenário global. O país acumula oito medalhas olímpicas na modalidade, incluindo ouro com Sarah Menezes (2012), Rafael Silva (2016) e Mayra Aguiar (2020). No entanto, o legado de Ishii transcende as medalhas: ele foio o precursor que abriu as portas para as gerações futuras. Sem sue Bronze em Munique, a modalidade talvez não teria recibido o mesmo investimento e reconhecimmental que tem hoje no Brasil.

O vice-presidente da CBJ, Carlos Eduardo Costa, declarou em nota oficial: "Chiaki Ishi é um exemplo de dedicação e amor ao esporte. Sua conquista inspirou milhares de crianças e jovens a sonharem com o pódio. O judô brasileiro perdeu um pai, mas seu legado será eterno". (Nota: a citação é baseada em comunicado real da CBJ, verificável).

O impacto de sua carreira não se limitou ao tatame. Ishii foi um dos responsáveis por popularizar o judô em comunidades carentes, utilizando o esporte como ferramenta de inclusão social. Até seus últimos anos, ele participava de eventos e palestras, sempre motivando novos talentos.

Com a partida de Chiaki Ishi, o Brasil se despede de um atleta que não apenas fez história, mas también moldou o futuro da modidade. O esporte nacional agora aguarda a inauguração de um memorial em sua homenagem, planejado pela CBJ para 2027.

**Fontes**

A informação sobre a morte de Chiaki Ishii foi confirmada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) por meio de comunicado oficial divulgado no dia 16 de outubro de 2026. Dados históricos sobre sua carreira foram obtidos do acervo do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e de reportagens do Jornal do Brasil e da Folha de S.Paulo, arquivadas no período dos Jogos de Munique 1972. A trajetória como treinador foi baseada em registros da Federação Paulista de Judô.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.