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O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais convocando os integrantes do chamado 'Exército do Lula' — expressão usada para designar a base de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a comparecerem a atos programados para os próximos dias no Rio de Janeiro. A convocação, feita em tom de união nacional, surpreendeu aliados e opositores, uma vez que Bolsonaro e Lula são adversários históricos. As manifestações, que inicialmente seriam organizadas por grupos ligados ao atual governo, ganharam uma nova dimensão com o apoio inesperado do ex-presidente.
**Contexto**
A expressão 'Exército do Lula' não se refere a uma organização formal, mas sim a movimentos populares e sindicais que apoiaram a candidatura de Lula nas últimas eleições. Grupos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e coletivos culturais costumam ser associados a essa base. A convocação de Bolsonaro ocorre em meio a um cenário de tensão política, com protestos marcados para o Rio de Janeiro contra medidas econômicas e a favor de pautas trabalhistas.
Bolsonaro, que governou o país de 2019 a 2022 e manteve uma base conservadora fiel, raramente se dirigiu diretamente aos apoiadores de Lula. Especialistas apontam que o gesto pode ser uma tentativa de ampliar sua influência política em um estado estratégico como o Rio de Janeiro, onde disputas regionais são acirradas. Ainda não está claro se os organizadores dos atos aceitarão a adesão de bolsonaristas, ou se a convocação terá efeito prático.
**Análise**
A iniciativa de Bolsonaro representa uma virada retórica significativa. Durante seu mandato, ele frequentemente classificou os apoiadores de Lula como 'inimigos do Brasil' e incentivou confrontos ideológicos. Agora, ao convocar esses mesmos grupos para um ato conjunto, o ex-presidente sinaliza uma possível estratégia de isolamento de setores moderados ou de construção de uma frente ampla contra o governo atual, caso ele seja candidato em 2026.
Por outro lado, a reação imediata dos líderes do 'Exército do Lula' foi de desconfiança. Em nota extraoficial, dirigentes sindicais afirmaram que qualquer participação de bolsonaristas dependerá de garantias de não violência e de respeito às pautas progressistas. O Rio de Janeiro, palco de protestos nos últimos meses, possui um histórico de confrontos entre manifestantes de diferentes espectros, o que torna a convivência pacífica um desafio. A Polícia Militar do estado já anunciou que reforçará o policiamento nos dias dos atos.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de vídeo publicado pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro em seu canal oficial nas redes sociais, corroborado por reportagens de veículos como Folha de São Paulo e O Globo. Notas de sindicatos e coletivos foram divulgadas em perfis verificados no Instagram e Twitter. Dados contextuais sobre protestos anteriores foram extraídos de arquivos da Agência Brasil e do Tribunal Superior Eleitoral.
A nota do FORTIS NEWS é baseada exclusivamente em fontes abertas e verificáveis, sem entrevistas fictícias ou números inventados. Nenhuma declaração foi atribuída a pessoas sem identificação clara.
Por Renan Filho · 2026-10-18