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Politica

Ao votar, Mendonça diz que eleições marcam “novo ciclo” no país

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-25

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, e o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, votaram na manhã deste domingo, 25 de outubro de 2026, em Brasília. Em rápida declaração, Mendes afirmou que o pleito representa o início de um “novo ciclo” para a democracia brasileira.

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na manhã deste domingo, 25 de outubro de 2026, em uma seção eleitoral de Brasília e declarou que as eleições gerais em curso representam o início de um “novo ciclo” para o país. A declaração foi feita após o magistrado depositar seu voto na urna eletrônica, em meio a um clima de normalidade democrática observado em todo o território nacional. Acompanhado de seguranças e assessores, Mendes não respondeu a perguntas da imprensa, limitando-se a afirmar que o processo eleitoral de 2026 consolida a maturidade institucional brasileira.

**Contexto**

As eleições de 2026 ocorrem em um cenário de polarização política reduzida em comparação com os pleitos anteriores, especialmente o de 2022, que foi marcado por tensões pós-eleitorais e questionamentos sobre a segurança do sistema eletrônico de votação. Desde então, o TSE, sob a presidência do ministro Alexandre de Moraes, implementou uma série de medidas de transparência e auditoria, incluindo a ampliação do teste público de segurança das urnas e a criação de um comitê de acompanhamento com representantes de partidos políticos, Forças Armadas e entidades da sociedade civil.

O ministro Gilmar Mendes, que está no STF desde 2002, é uma figura central na jurisprudência eleitoral brasileira. Foi relator de ações que definiram regras para fidelidade partidária e financiamento de campanhas, além de ter presidido o TSE em 2010 e 2012. Sua declaração de “novo ciclo” ecoa discursos de outras autoridades, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, ao votar em São Bernardo do Campo, defendeu a continuidade das políticas sociais e econômicas.

A votação ocorre em um momento de estabilidade econômica relativa, com inflação controlada e crescimento moderado do PIB, mas ainda com desafios fiscais e sociais. Pesquisas de intenção de voto, embora não divulgadas em detalhes por restrições legais, indicam uma disputa acirrada em vários estados e para o Congresso Nacional. A expectativa é de que o comparecimento às urnas seja elevado, com mais de 150 milhões de eleitores aptos a votar.

**Análise**

A fala de Gilmar Mendes não é um mero gesto protocolar. Ela carrega um peso simbólico significativo, vinda de um magistrado que, ao longo de mais de duas décadas, enfrentou crises institucionais e ajudou a moldar o arcabouço legal das eleições brasileiras. O “novo ciclo” mencionado pode ser interpretado como o encerramento definitivo do período de contestação violenta dos resultados eleitorais, iniciado em 2014 e agravado em 2018 e 2022. A ausência de grandes protestos ou ameaças à segurança do pleito até o momento sugere que as instituições conseguiram restaurar a confiança no processo.

Além disso, a declaração ocorre em um contexto de renovação geracional na política. Muitos candidatos a cargos legislativos e executivos são estreantes, e há uma percepção de que o eleitorado busca alternativas aos nomes tradicionais. O “novo ciclo” pode, portanto, refletir também a expectativa de que a próxima legislatura e o próximo governo — seja qual for o vencedor — enfrentem desafios estruturais, como a reforma tributária, a transição energética e a redução das desigualdades regionais, com um mandato popular renovado.

Por outro lado, analistas políticos alertam que a expressão “novo ciclo” não deve ser confundida com garantia de estabilidade. O Brasil ainda lida com resquícios de radicalização nas redes sociais e com a desinformação como arma política. A capacidade do TSE e do STF de manter a ordem e a legalidade nos próximos dias, especialmente na apuração dos votos e na diplomação dos eleitos, será crucial para que a promessa de renovação se concretize. A fala de Mendes, portanto, é um voto de confiança nas instituições, mas também um lembrete de que a democracia exige vigilância constante.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de declarações públicas do ministro Gilmar Mendes registradas por veículos de imprensa presentes no local de votação, incluindo a Agência Brasil, a TV Globo e o portal G1. Dados sobre o eleitorado e o contexto eleitoral foram consultados no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Análises de tendências políticas foram baseadas em reportagens do jornal Folha de S.Paulo e do Estadão, publicadas ao longo da semana eleitoral.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.