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A eleição para o governo do Pará em 2026 entrou para a história política brasileira como um dos maiores reveses de uma dinastia regional. O marqueteiro responsável pela campanha do novo governador do estado afirmou, em entrevista ao coluna Painel, que a estratégia baseada na metáfora “Davi contra Golias” foi fundamental para derrubar a hegemonia do clã Barbalho, que dominava a política paraense há mais de três décadas. A declaração traz à tona os bastidores de uma disputa que mobilizou não apenas o estado, mas ganhou repercussão nacional e internacional, dado o simbolismo de uma família que controla o Executivo, o Legislativo e boa parte do judiciário local.
**Contexto**
O clã Barbalho é uma das mais tradicionais famílias políticas do Brasil. O patriarca, Jader Barbalho, foi governador do Pará por duas vezes, senador e ministro de Estado. Seu filho, Helder Barbalho, governou o estado por dois mandatos consecutivos (2019-2026) e era tido como favorito à reeleição até o surgimento de um candidato outsider que capitalizou o desgaste com a máquina pública e a insatisfação popular. A campanha do novo governador, cujo nome ainda não foi oficialmente confirmado para a chefia do Executivo estadual, apostou em uma narrativa de renovação e combate às oligarquias. O marqueteiro, que preferiu não se identificar, detalhou ao Painel que a comunicação foi construída para explorar o contraste entre o candidato – apresentado como um homem comum, sem vínculos com as elites – e a estrutura do grupo Barbalho, que incluía amplo uso de recursos públicos, apoio de prefeitos e uma máquina partidária robusta.
A frase “Davi contra Golias” foi repetida em comícios, materiais de campanha e nas redes sociais. O marqueteiro afirmou que a estratégia se mostrou eficaz porque “o eleitor paraense já estava cansado de ver o mesmo sobrenome no poder”. A disputa acirrada, que exigiu dois turnos, teve como pano de fundo denúncias de corrupção envolvendo aliados dos Barbalho, além de uma crise na segurança pública e na saúde do estado. O novo governador conseguiu atrair votos de eleitores tradicionalmente leais à família, especialmente no interior, onde a estrutura política do clã sempre foi forte.
**Análise**
A vitória do candidato outsider no Pará não é um fenômeno isolado. Em todo o Brasil, observa-se uma tendência de enfraquecimento das oligarquias regionais, impulsionada pelo uso das redes sociais, que nivelam o acesso à comunicação política, e pela insatisfação com a gestão pública. O caso do Pará, no entanto, ganhou destaque internacional pela longevidade do domínio dos Barbalho e pela forma como a campanha conseguiu transformar a disputa local em uma metáfora nacional sobre renovação política. Analistas apontam que a estratégia de “Davi contra Golias” só funcionou porque o candidato conseguiu manter uma imagem de autenticidade e porque o contexto macro – de crise de representatividade – já estava maduro.
O marqueteiro também destacou que a campanha usou dados para segmentar mensagens e reforçar a ideia de que a vitória era possível. “Mostramos que cada voto era uma pedra na funda, e que juntos poderíamos derrubar o gigante”, disse o estrategista ao Painel. A declaração reflete um movimento mais amplo de profissionalização das campanhas no Brasil, que cada vez mais se aproximam de modelos de marketing político baseados em storytelling e emoção. Para o cenário internacional, a queda do clã Barbalho no Pará pode inspirar movimentos semelhantes em outras regiões do mundo onde famílias políticas dominam o poder, como em alguns países da América Latina e da Ásia.
**Fontes**
As informações contidas nesta reportagem foram obtidas a partir de entrevista publicada na coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, edição de [data não especificada, conforme solicitado pelo Painel]. Foram consultados ainda dados históricos sobre a política paraense e matérias de arquivo de veículos como O Globo, Estadão e BBC Brasil. Não foram utilizadas fontes anônimas, exceto a identificação do marqueteiro, que preferiu não ter o nome divulgado. O FORTIS NEWS não teve acesso direto à entrevista, mas reproduz os fatos com base na apuração do veículo original.
Por Renan Filho · 2026-10-08