**Lead** Manaus amanheceu nesta quinta-feira envolta por uma densa camada de fumaça resultante de queimadas florestais que atingem a região metropolitana e áreas vizinhas da Amazônia. A prefeitura da capital amazonense emitiu um apelo público ao governo federal, solicitando apoio emergencial para conter os focos de incêndio e minimizar os impactos na saúde da população. A qualidade do ar atingiu níveis considerados insalubres, com concentrações de material particulado muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
**Contexto** A fumaça que encobre Manaus tem origem em queimadas ilegais em áreas de floresta e pastagens nas proximidades da cidade, intensificadas pelo período de estiagem na Amazônia. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam um aumento significativo no número de focos de calor no estado do Amazonas nas últimas semanas, em comparação com a média histórica para o mês de outubro. A prefeitura de Manaus já havia decretado situação de emergência ambiental no mês passado, mas a situação se agravou com a chegada da chamada 'cetral' de fumaça, fenômeno que concentra poluentes na atmosfera sobre a cidade. Hospitais e unidades de saúde registraram aumento na procura por atendimentos relacionados a problemas respiratórios, especialmente entre crianças e idosos. A Secretaria Municipal de Saúde recomenda o uso de máscaras e a redução de atividades ao ar livre.
**Análise** O episódio expõe a fragilidade das políticas de combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, mesmo com os esforços de monitoramento por satélite e fiscalização. O apelo da prefeitura de Manaus ao governo federal evidencia a necessidade de uma ação coordenada entre União, estados e municípios para enfrentar a crise ambiental que se repete ano após ano. Além dos danos imediatos à saúde pública, a fumaça prejudica o turismo e a economia local, afetando a imagem da cidade como porta de entrada para a Amazônia. Especialistas apontam que, enquanto não houver uma política efetiva de desenvolvimento sustentável na região, eventos como este devem se tornar mais frequentes e intensos, agravados pelas mudanças climáticas.
**Fontes** As informações foram obtidas por meio de boletins oficiais da Prefeitura de Manaus, dados do INPE disponíveis publicamente em seu portal, e reportagens de veículos de imprensa local como A Crítica e Amazonas 1. A Organização Mundial da Saúde também é referência para os parâmetros de qualidade do ar.
Por Renan Filho · 2026-10-17