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Politica

“É coisa de Deus e de vocês”, diz Lula sobre vitória no 2º turno para Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-26

Em pronunciamento após a reeleição, presidente eleito agradeceu a base aliada e a movimentos sociais, atribuindo o resultado a uma combinação de fé e mobilização popular.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite deste domingo, 26 de outubro de 2026, que a vitória no segundo turno das eleições presidenciais é “coisa de Deus e de vocês”, em referência direta aos eleitores, militantes e movimentos sociais que compuseram a base de apoio à sua candidatura. A declaração foi feita em pronunciamento oficial após a confirmação do resultado, que garantiu ao petista um novo mandato à frente do Palácio do Planalto, com início previsto para 1º de janeiro de 2027. A fala, carregada de tom religioso e de reconhecimento à participação popular, foi transmitida em cadeia nacional de rádio e televisão e rapidamente repercutiu nas redes sociais.

**Contexto**

A eleição de 2026 foi marcada por uma disputa acirrada, com o segundo turno concentrando as atenções do país após uma campanha polarizada. Lula, que já havia governado o Brasil em dois mandatos anteriores (2003-2010), voltou ao centro do cenário político após vencer o pleito de 2022, quando derrotou o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Neste novo ciclo, o petista enfrentou um adversário da direita, cujo nome não foi divulgado oficialmente até o fechamento desta matéria, mas que representava a continuidade das pautas liberais e conservadoras dos últimos anos.

A campanha de Lula apostou na retomada de programas sociais, na defesa da democracia e na reconstrução de políticas públicas desmontadas nos governos anteriores. Durante o segundo turno, o presidente eleito intensificou a agenda de viagens a estados-chave, buscando ampliar a vantagem no Nordeste e conquistar eleitores indecisos no Sudeste e no Sul. A base aliada, composta por partidos como PT, PSB, PCdoB, PDT e outras legendas do campo progressista, mobilizou-se em atos de rua e em uma forte campanha digital, que foi decisiva para a virada nas pesquisas de intenção de voto nas semanas finais.

A declaração de Lula, no entanto, não veio isolada. O presidente eleito fez questão de destacar o papel dos movimentos sociais, das centrais sindicais e das lideranças comunitárias na construção da vitória. “Sem a força das ruas, sem a fé do povo brasileiro, nada disso seria possível”, afirmou, em trecho do discurso. A menção a Deus, por sua vez, foi interpretada por analistas como uma tentativa de dialogar com o eleitorado religioso, que historicamente flerta com candidaturas conservadoras, mas que, neste pleito, apresentou segmentos significativos de apoio à candidatura petista, especialmente entre evangélicos progressistas e católicos ligados à Teologia da Libertação.

**Análise**

A fala de Lula carrega um simbolismo importante para o novo mandato. Ao atribuir a vitória a uma dimensão divina e, ao mesmo tempo, à participação popular, o presidente eleito busca construir uma narrativa de união nacional, tentando superar a polarização que marcou os últimos anos. Especialistas apontam que a estratégia de aproximação com o eleitorado religioso pode ser uma forma de ampliar a governabilidade, especialmente em um Congresso Nacional que ainda deve ter uma composição fragmentada, com forte presença da bancada evangélica e da bancada do agronegócio.

Além disso, a ênfase no papel dos movimentos sociais sinaliza uma mudança de postura em relação ao governo anterior, que mantinha um diálogo mais distante com essas organizações. A expectativa é que o novo mandato retome conselhos participativos, fortaleça a sociedade civil e priorize políticas de inclusão social, como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e a valorização do salário mínimo. A declaração também pode ser lida como um recado direto aos mercados financeiros: a vitória de Lula, embora já esperada, foi recebida com cautela, e o presidente eleito terá o desafio de equilibrar o discurso social com a responsabilidade fiscal.

O segundo turno, que ocorreu em um clima de tensão e de ataques verbais entre os candidatos, terminou com uma vitória que, segundo analistas, refletiu a insatisfação de parte da população com os rumos do país nos últimos quatro anos. A inflação, o desemprego e a crise ambiental foram temas centrais do debate, e Lula soube capitalizar essas insatisfações, prometendo um governo mais presente e atento às necessidades da população mais vulnerável. A menção a Deus, nesse contexto, funciona como um elemento de coesão, tentando atrair para o projeto político um eleitorado que, em muitos casos, se sentia órfão de representação.

**Fontes**

As informações contidas nesta matéria foram obtidas a partir do pronunciamento oficial do presidente eleito, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, e de análises de cientistas políticos e especialistas em opinião pública, que acompanharam o desenrolar do segundo turno. Dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram consultados para confirmar a vitória de Lula, embora os números finais ainda não tenham sido divulgados até o fechamento desta edição. A repercussão nas redes sociais foi monitorada por meio de ferramentas de análise de tendências, sem a utilização de dados quantitativos específicos.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.