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Lula volta a atacar big techs e promete regulação rígida das plataformas no Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-26

Em discurso após a vitória eleitoral, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva criticou o poder das grandes empresas de tecnologia e reafirmou o compromisso de apresentar um marco regulatório para redes sociais e serviços digitais no país.

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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer duras críticas às grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, e reforçou a intenção de enviar ao Congresso Nacional, já nos primeiros meses de mandato, um projeto de lei para regular plataformas digitais no Brasil. A declaração foi feita durante um encontro com apoiadores e lideranças políticas, realizado na última segunda-feira, em São Paulo, quando Lula destacou a necessidade de combater a desinformação e limitar o poder de decisão dessas empresas sobre o debate público.

**Contexto**

A fala de Lula ocorre em um momento de intenso debate global sobre o papel das redes sociais na democracia. No Brasil, o assunto ganhou relevância após os ataques de 8 de janeiro, quando manifestações antidemocráticas foram organizadas por meio de plataformas como Telegram, WhatsApp e Facebook. Durante a campanha eleitoral, o então candidato já havia sinalizado que pretendia criar uma agência reguladora para fiscalizar o setor, mas sem detalhar o modelo.

A proposta de regulação, segundo assessores do presidente eleito, deve incluir mecanismos de transparência algorítmica, responsabilização das plataformas por conteúdos ilegais e a criação de um órgão independente para monitorar a atuação das empresas. A medida, no entanto, enfrenta resistência de parte do setor produtivo e de parlamentares ligados à liberdade de expressão, que temem censura e excessos do Estado.

Lula também citou exemplos internacionais, como a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, que impõe regras mais rígidas para a remoção de conteúdo e a publicidade direcionada. O presidente eleito afirmou que o Brasil não pode ficar para trás nesse debate e que as big techs devem ser tratadas como "serviços de utilidade pública", sujeitas a obrigações claras.

**Análise**

A ofensiva de Lula contra as big techs sinaliza uma mudança de postura em relação ao governo anterior, que era acusado de omissão e até de conivência com a disseminação de notícias falsas. A regulação das plataformas é uma pauta que une parte da esquerda e da direita, mas também divide opiniões dentro do próprio governo, especialmente entre os que defendem uma abordagem mais liberal e os que querem um controle estatal mais forte.

Especialistas apontam que a regulação, se aprovada, pode ter impacto direto na forma como os brasileiros consomem informação e se organizam politicamente. Por outro lado, há o risco de que uma legislação mal desenhada iniba a inovação e crie barreiras para pequenas empresas que dependem das plataformas para alcançar clientes. O desafio do novo governo será equilibrar a proteção dos direitos digitais com a necessidade de combater abusos.

A pressão sobre as big techs também deve se estender ao campo econômico, com a possível criação de tributos específicos sobre serviços digitais, uma demanda antiga de estados e municípios. A arrecadação, segundo técnicos, poderia financiar políticas públicas de inclusão digital e educação midiática, mas a medida enfrenta forte lobby das empresas, que argumentam que já pagam impostos no país.

**Fontes**

As informações foram obtidas com base no discurso público do presidente eleito, transmitido ao vivo por canais oficiais, e em reportagens de veículos como Folha de S.Paulo, O Globo e Estadão, que acompanharam o evento. Dados sobre a legislação europeia foram consultados no site oficial da União Europeia. Nenhuma informação adicional foi fornecida pela equipe de transição até o fechamento desta matéria.

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Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.