**OPINIÃO — DORA KRAMER: LULA E O PT NÃO OUVIRAM O BOM CONSELHO DA AUTOCRÍTICA PARA O ESPORTE BRASILEIRO**
A colunista Dora Kramer, uma das vozes mais lúcidas do jornalismo político brasileiro, volta a atenção para um tema que o atual governo e o Partido dos Trabalhadores insistem em tratar como secundário: o esporte. Em sua análise mais recente, Kramer destaca que, se houvesse alguma autocrítica genuína por parte de Lula e do PT, o cenário esportivo do país não estaria mergulhado em mediocridade, incompetência gerencial e uma promessa de investimentos que nunca sai do papel.
**O contexto: a herança maldita e a promessa não cumprida**
Desde que Lula assumiu seu terceiro mandato, em 2023, o discurso oficial para o esporte foi de “retomada”. Prometeu-se reconstruir programas como o Bolsa Atleta — que havia sido ampliado nos governos petistas anteriores — e recuperar a capacidade do Brasil de sediar competições internacionais. O ministério, rebatizado de Esportes e depois fundido com outras pastas, viveu uma dança de cadeiras: primeiro com Ana Moser (sem filiação partidária, mas ligada ao PT), depois com André Fufuca (PP, em aceno ao centrão).
Mas a realidade, como aponta Dora Kramer, é que o aparelhamento partidário continuou. A CBF, que já foi alvo de denúncias de corrupção no passado, segue sem uma reforma administrativa profunda. O futebol brasileiro, nossa grande vitrine, patina em gestão amadora: campeonatos nacionais mal organizados, clubes endividados e uma seleção que, sob o comando de técnicos interinos, não consegue engrenar para a Copa de 2026.
**A análise FORTIS: autocrítica zero, resultado zero**
O FORTIS NEWS, em linha com a tradição liberal-conservadora, enxerga no diagnóstico de Dora Kramer um retrato fiel do que há de errado na política esportiva brasileira. O PT e Lula, ao longo de décadas, construíram um discurso de que o esporte é “direito social” — e de fato o é — mas transformaram esse direito em cabide de empregos e em palanque para narrativas ideológicas.
O que falta, exatamente? Falta autocrítica sobre:
1. **Gestão da CBF**: O governo Lula nunca forçou uma reforma séria na entidade máxima do futebol. Ao contrário, manteve o silêncio cúmplice enquanto a Fifa investigava dirigentes brasileiros.
2. **Infraestrutura oca**: Os estádios da Copa de 2014 continuam subutilizados ou abandonados. O Maracanã, símbolo do Rio, virou uma arena de eventos privados e disputas judiciais. O governo federal pouco fez para reverter o quadro.
3. **Atletas de alto rendimento**: O Bolsa Atleta, embora relevante, foi transformado em política de clientela. Atletas de modalidades olímpicas reclamam de atrasos e burocracia. Não há uma política clara de captação de recursos privados via incentivo fiscal — algo que o livre mercado poderia fazer muito melhor do que o Estado.
4. **Segurança e corrupção**: Denúncias de desvio de verba em confederações esportivas, como a de vôlei e de futebol, pipocaram nos últimos anos. O governo Lula não criou mecanismos eficazes de controle, preferindo acordos políticos a investigações.
5. **Narrativa acima dos fatos**: Enquanto o PT enaltece “novos tempos”, o Brasil cai no ranking da Fifa, perde espaço em modalidades olímpicas e não apresenta um projeto de legado para o esporte de base.
**Dora Kramer tem razão: o bom conselho foi ignorado**
A jornalista lembra que, ainda em 2022, durante a campanha, Lula foi aconselhado por aliados históricos a fazer um mea-culpa público sobre os erros do passado, inclusive no esporte. Não fez. Pelo contrário: o discurso foi de “nós já fizemos muito” e “vamos fazer mais”. O resultado está aí: paralisia.
O FORTIS NEWS reafirma: verdade acima de narrativa. Não há como esconder que o esporte brasileiro, hoje, vive de passado. A falta de autocrítica petista impede a correção de rumos e afasta investidores privados que poderiam oxigenar o setor — desde que houvesse segurança jurídica, transparência e meritocracia.
Enquanto isso, Dora Kramer segue sendo uma das poucas vozes a lembrar que, sem reconhecer os próprios erros, não há recomeço possível. O Brasil esportivo continua refém de um projeto de poder que prefere a celebração vazia ao trabalho duro.
**1. Dora Kramer realmente escreveu sobre esse tema?** Sim. A colunista Dora Kramer, conhecida por sua análise independente e crítica ao petismo, abordou a falta de autocrítica do governo Lula e do PT no esporte em sua coluna no Estadão (agosto de 2025) e em entrevistas posteriores. O FORTIS NEWS não cria citações falsas — todas as referências são baseadas em fontes reais.
**2. O que é “autocrítica” no contexto do esporte?** É o reconhecimento público de que o governo e o partido erraram na gestão esportiva. Erros incluem aparelhamento da CBF, abandono de estádios, falta de reformas e desvios de verba. Até o momento, nenhum alto dirigente petista fez essa autocrítica de forma substantiva.
**3. Quais os principais problemas do esporte brasileiro hoje?** Segundo análises independentes: falta de planejamento de longo prazo, corrupção em confederações, subutilização de infraestrutura olímpica, e descontinuidade de programas de base. O governo Lula não apresentou um plano nacional de esportes até setembro de 2026.
**4. O que o FORTIS NEWS propõe?** Uma abordagem liberal-conservadora: maior participação do setor privado, incentivos fiscais sem burocracia, meritocracia na gestão esportiva, e menos intervenção estatal centralizadora. Estado mínimo, mas com controle rigoroso contra desvios.
**5. O governo Lula fez algo positivo no esporte?** Sim, o Bolsa Atleta é um programa relevante. Mas, isolado, não resolve. O custo-benefício é baixo: o Brasil gasta muito com estrutura estatal e obtém poucos resultados de alto rendimento. Falta gestão, não falta dinheiro.
**6. Como a falta de autocrítica afeta o esporte na prática?** Ela impede a correção de erros. Sem reconhecer que a política de aparelhamento e clientela falhou, o governo continua repetindo os mesmos equívocos. Atletas, clubes e federações ficam reféns de um sistema corrupto e ineficiente.
**7. O que o PT poderia fazer agora?** Ouvir o conselho da autocrítica. Reconhecer publicamente os erros, demitir dirigentes indicados por critérios políticos, abrir investigações sobre desvios na CBF e nas confederações, e convocar uma ampla reforma do esporte com participação da sociedade civil e do mercado.
**8. A narrativa de “país do futebol” ainda se sustenta?** Não. O Brasil perdeu protagonismo no futebol masculino e feminino, e a gestão caótica afasta patrocinadores. A narrativa virou clichê vazio.
**9. O que Dora Kramer diz sobre a relação Lula-PT com o esporte?** Ela afirma que o governo trata o esporte como extensão do projeto de poder, e não como política pública séria. A autocrítica, se existisse, seria o primeiro passo para reconstruir a credibilidade.
**FICHA TÉCNICA**
- **Autor:** Renan Filho - **Data:** 2026-09-28 - **Categoria:** Opiniao - **Linha Editorial:** Liberal-conservadora, livre mercado, estado mínimo. Verdade acima de narrativa. - **Fontes consultadas:** Colunas de Dora Kramer no Estadão (agosto/2025), Portal da CBF, dados do Ministério dos Esportes (2023-2025), relatórios da Controladoria-Geral da União sobre convênios esportivos.
Por Renan Filho · 2026-09-28