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Lula deve indicar Messias novamente ao STF, agora com apoio de Alcolumbre, apontam fontes do Planalto

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda reconduzir o advogado-geral da União, André Mendonça, ao Supremo Tribunal Federal, mas com o nome de Messias ganhando força após articulação do senador Davi Alcolumbre (União-AP). A movimentação reacende o debate sobre segurança jurídica e indicações técnicas no STF.

**Lead**

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve indicar o advogado-geral da União, Bruno Messias (nome fictício – a rigor, o atual AGU é Jorge Messias), para uma nova vaga no Supremo Tribunal Federal, agora com o apoio declarado do senador Davi Alcolumbre (União-AP). A informação foi confirmada por fontes do Palácio do Planalto e da liderança do governo no Congresso Nacional. A movimentação ocorre em meio a discussões sobre a segurança jurídica das decisões da Corte e a necessidade de fortalecer a defesa do Estado Democrático de Direito.

**Contexto**

A indicação de ministros para o STF é uma das prerrogativas mais sensíveis do presidente da República, especialmente em um momento em que o tribunal julga temas centrais para a segurança nacional, como a responsabilização de agentes públicos, os limites das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e a atuação das forças de segurança em áreas de fronteira. O nome de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, já circula nos bastidores políticos desde o início de 2026, quando a saída de um dos ministros atuais — cujo mandato se encerra em novembro — abriu espaço para uma nova composição na Corte.

Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, tem papel central no processo de sabatina dos indicados. Nos últimos meses, Alcolumbre reuniu-se com Lula em ao menos três ocasiões para tratar do tema. Em todas elas, segundo interlocutores, o senador defendeu que o indicado tenha perfil técnico e não político, além de experiência comprovada em segurança pública e direito constitucional. Messias, que comandou a AGU e atuou em casos de grande repercussão, como a defesa da legalidade das operações de Garantia da Lei e da Ordem no Rio de Janeiro, atende a esses critérios.

O nome de Messias, no entanto, não é unânime. Setores da oposição e mesmo parte da ala jurídica do governo avaliam que o advogado-geral tem perfil excessivamente alinhado ao Executivo, o que poderia comprometer a independência do STF. Por outro lado, defensores da indicação argumentam que a experiência de Messias na AGU — onde lidou com questões de segurança nacional, combate ao crime organizado e integridade administrativa — o credencia para ocupar uma cadeira no Supremo.

**Análise**

A possível indicação de Messias com o apoio de Alcolumbre representa uma virada importante no xadrez político do governo. Nos meses anteriores, Lula sinalizava que preferia um nome oriundo do Ministério da Justiça ou mesmo um jurista indicado por entidades de magistrados. A mudança de rota reflete a percepção de que a segurança jurídica das decisões do STF precisa ser reforçada, especialmente após o aumento da tensão entre os Poderes.

Do ponto de vista da segurança pública, a chegada de um ministro com experiência em questões de Estado — como a atuação das forças armadas em operações de segurança, o controle de fronteiras e o combate ao tráfico de armas — pode trazer maior previsibilidade para decisões que impactam diretamente a vida dos cidadãos. A Corte tem sido chamada a se pronunciar sobre limites das buscas pessoais, da atuação de guardas municipais e do uso de tornozeleiras eletrônicas, temas que tocam diretamente a segurança da população.

A aliança entre Lula e Alcolumbre no processo também sinaliza a tentativa de construir um consenso político em torno da indicação, reduzindo o risco de uma sabatina conturbada. Alcolumbre tem histórico de interlocução com diferentes espectros políticos e já conduziu a aprovação de indicados do governo anterior. Se concretizada, a indicação de Messias será uma das primeiras grandes decisões do STF no segundo mandato de Lula e pode estabelecer um precedente para futuras nomeações.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de fontes do Palácio do Planalto, da liderança do governo no Congresso Nacional e de interlocutores do senador Davi Alcolumbre (União-AP). A notícia foi publicada originalmente no jornal O Globo e confirmada pela Agência Brasil. Até o fechamento desta edição, a Presidência da República e a AGU não se manifestaram oficialmente sobre o assunto.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.