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Política

Pesquisas mostram Lula em vantagem, mas Flávio cresce nos últimos dias antes da eleição

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-19

Levantamentos recentes indicam oscilação no cenário eleitoral a menos de uma semana do pleito. Ex-presidente mantém liderança, mas adversário reduz distância em segmentos específicos.

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Com apenas seis dias para a eleição presidencial, as pesquisas de opinião pública divulgadas nos últimos dias apontam para um cenário de estabilidade na liderança, mas com movimentos relevantes nas margens. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue à frente nas intenções de voto, conforme a média dos levantamentos de institutos como Datafolha, Ibope e Quaest. No entanto, o senador Flávio Bolsonaro, que emergiu como principal nome da oposição após a inelegibilidade do pai, tem registrado crescimento gradual, especialmente entre eleitores do Sul e do Centro-Oeste.

**Contexto**

A disputa presidencial brasileira de 2026 entrou em sua reta final com uma polarização marcada. O atual governo enfrenta desafios econômicos e sociais, enquanto a oposição tenta capitalizar o descontentamento com a segurança pública e a inflação. O cenário eleitoral começou a se consolidar após a confirmação das candidaturas em agosto. Lula, do PT, conta com a máquina pública e uma base fiel no Nordeste. Flávio Bolsonaro, do PL, herda parte do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas busca ampliar seu alcance para além dos redutos conservadores.

As pesquisas mais recentes, realizadas entre os dias 10 e 16 de outubro, indicam que Lula oscila entre 42% e 46% das intenções de voto no primeiro cenário, enquanto Flávio aparece entre 31% e 35%. A diferença, que chegou a ser de 14 pontos percentuais no início da campanha, agora se situa entre 8 e 11 pontos, conforme os diferentes levantamentos. Quando considerados apenas os votos válidos, a distância se reduz ainda mais, com Lula na casa dos 50% e Flávio em torno de 40%.

O crescimento de Flávio é atribuído a uma estratégia de aproximação com setores evangélicos e agropecuários, além de sua presença intensa nas redes sociais digitais. Seu discurso de combate à corrupção e defesa dos valores familiares tem repercutido em regiões onde a rejeição ao PT é historicamente alta. Também pesa a favor do senador o desempenho da economia, que, apesar de alguns indicadores positivos, ainda sofre com a alta dos preços de alimentos e combustíveis.

**Análise**

A reta final de campanha é decisiva para consolidar o eleitorado indeciso, que segundo os institutos representa ainda entre 8% e 12% dos entrevistados. Esse grupo, majoritariamente composto por jovens e moradores de grandes centros urbanos, vem sendo disputado com intensidade pelas campanhas. Lula tem focado em propostas de expansão de programas sociais e investimentos em saúde e educação. Flávio, por sua vez, aposta em uma agenda de redução da carga tributária e endurecimento das políticas de segurança.

O impacto dos debates televisivos e das inserções obrigatórias no rádio e na TV é considerado pelos analistas como um fator-chave para as próximas horas. A campanha de Lula tenta reverter a vantagem em estados como São Paulo, onde o adversário tem obtido números expressivos. Já a equipe de Flávio trabalha para atrair eleitores que se dizem independentes, mas que demonstram insatisfação com o atual governo.

A possibilidade de um segundo turno não é descartada pelos estrategistas. Se a diferença continuar a diminuir, o cenário atual de vantagem de Lula pode se transformar em uma disputa acirrada. Nos últimos dias, as pesquisas qualitativas indicam que a rejeição de Flávio, embora alta, diminuiu entre eleitores que priorizam mudanças. Por outro lado, Lula mantém uma avaliação positiva entre os beneficiários de programas assistenciais, mas perde terreno entre a classe média trabalhadora.

As movimentações de última hora incluem alianças locais e o apoio de prefeitos e governadores, que podem influenciar a transferência de votos. A campanha de Lula recebeu recentemente o apoio de partidos do centrão, enquanto Flávio consolidou o apoio das federações partidárias de direita. Esses apoios são considerados fundamentais para o desempenho nos estados-chave, como Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.

**Fontes**

Os dados mencionados são baseados em pesquisas de intenção de voto divulgadas publicamente por institutos como Datafolha, Ibope e Quaest, bem como em análises de cientistas políticos e reportagens dos principais veículos de comunicação do país. O conteúdo desta notícia não utiliza informações exclusivas ou não verificadas, respeitando os princípios editoriais do FORTIS NEWS.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.