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Economia

Lula afima que Galípolo, 'muito inteligente', também é contra Selic alta

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, considerado por ele 'muito inteligente', se opõe ao atual patamar elevado da taxa básica de juros, a Selic. A fala acirra o debate sobre a condução da política monetária no Brasil.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o economista Gabriel Galípolo, diretor do Banco Central, é 'muito inteligente' e que até ele discorda da manutenção da taxa Selic em nível elevado. A declaração foi feita a jornalistas nesta quinta-feira, 24 de outubro de 2026, em Brasília, durante evento sobre investimentos. A fala de Lula reforça sua insatisfação com a atual política monetária e busca respaldo técnico para defender a redução dos juros.

**Contexto**

A relação entre o governo federal e o Banco Central tem sido marcada por tensões desde o início do mandato de Lula. O presidente frequentemente critica a taxa Selic, classificando-a como 'excessiva' e prejudicial ao crescimento econômico. Atualmente, a Selic encontra-se em um patamar que o mercado considera necessário para conter pressões inflacionárias, mas o governo argumenta que o nível inibe investimentos e o consumo.

Gabriel Galípolo, indicado por Lula para a diretoria do Banco Central em 2023, é visto como um dos nomes de confiança do governo dentro da autarquia. Antes de assumir o cargo, foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e teve participação ativa na formulação do arcabouço fiscal. Sua trajetória acadêmica e profissional lhe confere credibilidade no meio econômico, e sua opinião sobre a política monetária é acompanhada com atenção.

A declaração de Lula ocorre em um momento de expectativa sobre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá o rumo dos juros. Analistas do mercado financeiro projetam manutenção da Selic no atual nível, mas a pressão política aumenta. O presidente busca alinhar discurso com a base aliada e setores produtivos, que reivindicam juros mais baixos para estimular a atividade econômica.

**Análise**

A fala de Lula ao mencionar Galípolo como 'muito inteligente' e contrário à Selic alta tem um peso simbólico. O presidente tenta usar a autoridade de um economista respeitado dentro do próprio Banco Central para legitimar sua posição. No entanto, a independência formal da instituição impede que o governo interfira diretamente na decisão do Copom. A declaração pode ser interpretada como uma tentativa de influenciar o debate público, sem violar o arcabouço legal.

Para o mercado, o episódio aumenta a percepção de risco fiscal e de interferência política na política monetária. Investidores reagem com cautela diante de sinais de que o governo pode pressionar por uma flexibilização prematura dos juros. A inflação, embora em desaceleração, ainda exige monitoramento, e uma redução da Selic sem base técnica poderia comprometer a credibilidade do Banco Central e reacender pressões de preços.

Do ponto de vista econômico, a queda da taxa básica de juros é desejada para reduzir o custo do crédito, estimular investimentos e aliviar o endividamento público. Contudo, o timing e a magnitude precisam ser calibrados com indicadores de inflação, atividade e expectativas. A opinião de Galípolo, se de fato for contrária ao atual patamar, precisa ser ponderada no contexto das projeções do Copom, que consideram fatores como o cenário internacional, a desancoragem das expectativas e o comportamento do câmbio.

**Fontes**

A notícia baseia-se em declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reproduzidas por agências de notícias e veículos da imprensa brasileira. Informações sobre a trajetória de Gabriel Galípolo são de domínio público, obtidas em biografias oficiais e reportagens de fontes como a Agência Brasil e o valor Econômico. A análise de cenário econômico reflete a cobertura recente de institutos de pesquisa e relatórios de mercado, sem citação direta de números ou porcentagens.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.