**Lead**
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na tarde deste domingo, 25 de outubro de 2026, em ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, diante de uma multidão estimada em dezenas de milhares de pessoas. Em sua fala, o chefe do Executivo federal defendeu a estabilidade democrática, pregou a pacificação do país e fez um balanço das ações do governo federal para o estado de São Paulo, incluindo investimentos em infraestrutura, saúde e educação. O evento, convocado por centrais sindicais e movimentos sociais, teve como lema a defesa da democracia e dos direitos trabalhistas.
**Contexto**
A manifestação na Avenida Paulista ocorre em um momento de intenso debate político no Brasil, com o país se aproximando do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo. O ato reuniu lideranças políticas, sindicalistas, artistas e representantes de movimentos sociais, que ocuparam o vão livre do Masp e trechos da via mais famosa da cidade. A escolha do local não é casual: a Paulista tem sido palco de manifestações de diferentes espectros políticos ao longo dos últimos anos, simbolizando a vitalidade da democracia brasileira.
Durante o discurso, que durou aproximadamente 40 minutos, Lula destacou números de programas federais em andamento, como o Novo PAC, que prevê investimentos bilionários em obras de mobilidade urbana e saneamento no estado de São Paulo. O presidente também mencionou a retomada de obras paralisadas, a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida e os avanços na política de valorização do salário mínimo. Em relação à saúde, citou a ampliação do Farmácia Popular e o fortalecimento do SUS, com a construção de novas unidades básicas de saúde em municípios paulistas.
O discurso também abordou a questão da segurança pública, tema caro aos paulistas. Lula defendeu uma atuação integrada entre União, estados e municípios, citando o programa de combate ao crime organizado e o investimento em inteligência policial. O presidente evitou ataques diretos ao adversário na corrida presidencial, mas fez críticas ao que chamou de "discurso de ódio" e "aventuras autoritárias", em referência indireta a propostas de flexibilização de controles institucionais.
**Análise**
A realização do ato na Avenida Paulista, a poucos dias do segundo turno, tem forte simbolismo político. A via, que historicamente concentra manifestações de direita e esquerda, foi palco de um evento que buscou projetar uma imagem de unidade em torno da democracia. Para analistas, a fala de Lula teve tom conciliador, mirando o eleitorado moderado que ainda se mostra indeciso. Ao enfatizar a pacificação e a defesa das instituições, o presidente tenta ampliar sua base de apoio para além do núcleo petista, atraindo setores do centro político.
Outro ponto relevante foi a ênfase em políticas públicas concretas para São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Ao citar obras e programas específicos, Lula busca demonstrar capacidade de entrega e gestão, contrastando com o discurso de seu oponente, que tem criticado a eficiência do governo federal. A presença de governadores e prefeitos aliados no palco reforçou a estratégia de mostrar capilaridade política e apoio institucional.
O discurso também sinaliza uma mudança de tom na reta final da campanha. Em vez de confronto direto, Lula optou por uma mensagem propositiva, focada em resultados e na defesa da normalidade democrática. Essa abordagem pode ser decisiva para conquistar eleitores que rejeitam o radicalismo e buscam estabilidade. No entanto, a polarização segue intensa, e a capacidade de mobilização do ato será medida nas urnas.
**Fontes**
As informações sobre o discurso e o ato foram obtidas a partir de transmissão ao vivo da TV Brasil, cobertura da Agência Brasil, e relatos de veículos como Folha de S.Paulo e O Globo, que acompanharam o evento in loco. Dados sobre programas federais foram extraídos de comunicados oficiais do Palácio do Planalto e do Ministério do Planejamento e Orçamento, divulgados ao longo da semana anterior ao ato.
Por Renan Filho · 2026-10-26