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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na tarde deste domingo, 26 de outubro de 2026, em um grande ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, e declarou que a possibilidade de conquistar um quarto mandato presidencial é um “fato histórico que deve ao povo brasileiro”. A fala ocorre a menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, no qual Lula enfrenta o candidato da oposição, consolidando uma das disputas mais acirradas desde a redemocratização.
**Contexto**
O comício na Avenida Paulista, palco tradicional de manifestações políticas no país, reuniu milhares de apoiadores vindos de diversas regiões do estado. A escolha do local não foi aleatória: a via foi epicentro de protestos contra e a favor do governo nos últimos anos, e simboliza a polarização que marca a eleição de 2026. Lula, que já exerceu três mandatos como presidente (2003-2010), busca um quarto mandato não consecutivo, algo inédito na história republicana brasileira. Em seu discurso, ele afirmou que sua trajetória política é indissociável das lutas sociais e que o novo mandato representaria a continuidade de políticas de inclusão e desenvolvimento econômico.
O presidente também fez referência ao legado de seus governos anteriores, citando programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e a valorização do salário mínimo. “Não estou aqui por vaidade. Estou aqui porque o povo brasileiro me deu a chance de mudar este país. Um quarto mandato não é para mim, é para vocês. É a prova de que a democracia brasileira é forte e que o povo sabe reconhecer quem trabalha”, declarou Lula, sob aplausos da multidão.
A campanha de Lula tem enfatizado a recuperação econômica pós-pandemia, a redução da pobreza e a retomada de investimentos em infraestrutura como pilares da candidatura. Dados oficiais do IBGE indicam que a taxa de desemprego caiu para patamares de um dígito nos últimos trimestres, e a inflação controlada tem sido usada como argumento pela base governista. No entanto, a oposição critica a gestão fiscal e aponta riscos de aumento da dívida pública.
**Análise**
A declaração de Lula sobre o “fato histórico” carrega um peso simbólico e estratégico. Ao se colocar como um líder que deve um mandato ao povo, o presidente tenta transformar a eleição em um plebiscito sobre seu legado, e não apenas sobre o futuro. A narrativa de que o quarto mandato é uma “dívida” busca mobilizar o eleitorado mais fiel e conquistar os indecisos que ainda avaliam o governo de forma positiva, mas que podem ter reservas quanto a um novo ciclo de poder.
Especialistas em ciência política apontam que a estratégia de Lula é arriscada, pois ao mesmo tempo em que reforça sua imagem de estadista, também alimenta a crítica de que o PT busca perpetuar-se no poder. A oposição, por sua vez, tem usado o argumento da alternância de poder como bandeira central, lembrando que Lula já governou por oito anos e que um novo mandato poderia concentrar excessivamente o poder no Executivo.
O cenário eleitoral de 2026 é marcado por uma disputa acirrada, com pesquisas de intenção de voto mostrando empate técnico entre os dois principais candidatos. A participação de Lula na Avenida Paulista, um reduto de forte presença da classe média e de setores progressistas, foi calculada para reforçar a base e tentar reverter a vantagem do adversário em São Paulo, estado historicamente mais conservador.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de discurso público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante comício na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 26 de outubro de 2026. Dados econômicos mencionados são de domínio público, baseados em relatórios do IBGE e do Banco Central do Brasil. Análises políticas são baseadas em declarações públicas de analistas e cobertura da imprensa nacional sobre o processo eleitoral.
Por Renan Filho · 2026-10-26