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Tecnologia

Lula critica Flávio Bolsonaro e acende debate sobre uso de tecnologia no combate às milícias no Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-29

Em evento sobre inovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva referiu-se a Flávio Bolsonaro como adversário com experiência apenas em milicianos, provocando debate sobre como ferramentas tecnológicas podem ser empregadas para desarticular organizações criminosas armadas.

**Lead**

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante um evento sobre inovação tecnológica realizado em Brasília na última terça-feira. Ao comentar a trajetória política do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula afirmou que “a única experiência do adversário é com milicianos para o Brasil”. A declaração reacendeu o debate sobre o uso de tecnologias de monitoramento, inteligência artificial e análise de dados como ferramentas essenciais para o enfrentamento de grupos paramilitares que atuam em diversas regiões do país.

**Contexto**

A fala de Lula ocorre em um momento em que o governo federal intensifica ações de segurança pública com forte componente tecnológico. Nos últimos meses, o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou investimentos em sistemas de reconhecimento facial, plataformas de georreferenciamento e bancos de dados integrados entre as polícias estaduais e a Polícia Federal. A iniciativa faz parte do programa “Brasil Mais Seguro”, que prevê a modernização dos centros de comando e controle e a ampliação do uso de drones e satélites para monitorar áreas dominadas por milícias.

Flávio Bolsonaro é investigado em diversos inquéritos que apontam supostos vínculos com milicianos do Rio de Janeiro, incluindo o caso conhecido como “rachadinha” na Assembleia Legislativa do estado. O senador nega todas as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. A declaração de Lula, embora de caráter político, teve repercussão imediata entre especialistas em segurança e tecnologia, que viram na crítica uma oportunidade para discutir como a inovação pode ser usada para desmantelar estruturas criminosas que historicamente operam com baixa exposição.

**Análise**

A associação entre o nome de Flávio Bolsonaro e o universo das milícias, feita por Lula, levanta uma questão que transcende o campo político: a capacidade do Estado de usar ferramentas tecnológicas para romper o sigilo e a impunidade desses grupos. O avanço da inteligência artificial aplicada à análise de grandes volumes de dados já permitiu, em outros países, identificar padrões de movimentação financeira, comunicações codificadas e logística de abastecimento de organizações paramilitares. No Brasil, no entanto, a implementação dessas soluções esbarra em desafios como a burocracia, a falta de integração entre os órgãos e as restrições legais de privacidade.

Além disso, o episódio evidencia como o discurso político pode influenciar a agenda de investimentos em tecnologia. Após a declaração de Lula, parlamentares da base aliada defenderam a criação de uma comissão especial para acelerar a implantação de sistemas de reconhecimento facial em comunidades cariocas dominadas por milícias. Críticos, porém, alertam para os riscos de uso indiscriminado de vigilância, que pode violar direitos civis e reforçar o racismo estrutural. O debate, portanto, não é apenas sobre eficácia técnica, mas sobre os limites éticos da tecnologia aplicada à segurança pública.

**Fontes**

As informações sobre a declaração do presidente Lula foram coletadas de registros oficiais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, divulgados em nota à imprensa no dia do evento. Dados sobre programas de segurança pública com uso de tecnologia foram obtidos junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em relatórios públicos de 2025 e 2026. Investigações sobre Flávio Bolsonaro são de conhecimento público, com base em inquéritos conduzidos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pelo Supremo Tribunal Federal, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.