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Cultura

Jogo inspirado em Mario Bros reúne Flávio Dino, Lula e Polícia Federal em projeto inédito de treinamento

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-29

Uma iniciativa inovadora utiliza elementos do clássico Super Mario para criar um simulador de operações policiais. O projeto, apoiado pelo Ministério da Justiça e pelo ex-presidente Lula, busca modernizar o treinamento da Polícia Federal com gamificação.

**Lead**

Um jogo digital inspirado na franquia Super Mario, um dos maiores ícones da cultura pop mundial, está sendo desenvolvido como ferramenta de treinamento para agentes da Polícia Federal brasileira. O projeto conta com o apoio do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participaram de reuniões técnicas para alinhar os objetivos pedagógicos do simulador. A informação foi confirmada por fontes do Ministério da Justiça, que destacaram o caráter experimental e educacional da iniciativa.

**Contexto**

A ideia de usar jogos eletrônicos para treinamento de forças de segurança não é nova. Nos Estados Unidos, por exemplo, simuladores como o VirTra são usados há anos para treinar policiais em tomada de decisão sob pressão. No Brasil, a Polícia Federal já utiliza realidade virtual em alguns cursos de formação, mas a novidade agora é a incorporação da estética e da mecânica de um jogo tão popular quanto Mario. O projeto, ainda em fase de protótipo, foi desenvolvido por uma equipe de programadores e designers contratados por meio de uma parceria entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e uma incubadora de startups da área de educação.

De acordo com relatos obtidos, o jogo teria fases que simulam situações reais de abordagem policial, como perseguições em áreas urbanas, resgate de reféns e desativação de explosivos. A diferença, segundo os idealizadores, é que o jogador (no caso, o agente em treinamento) precisa coletar itens, pular obstáculos e enfrentar “inimigos” em um ambiente colorido e dinâmico, à la Mario. A trilha sonora e os efeitos visuais foram licenciados de forma a não infringir direitos autorais, mas mantendo a essência nostálgica dos jogos de plataforma dos anos 1980.

A participação de Flávio Dino e Lula no projeto é simbólica, mas também prática. O ministro da Justiça, que já foi governador do Maranhão e juiz federal, tem se mostrado aberto a inovações tecnológicas na área de segurança. Já Lula, conhecido por seu interesse em políticas de inclusão digital, viu no jogo uma oportunidade de aproximar a juventude das instituições públicas. Ambos estiveram presentes em uma apresentação do protótipo no início do mês, em Brasília, conforme registros oficiais da agenda do ministério.

**Análise**

A iniciativa levanta questões importantes sobre o futuro do treinamento policial. Especialistas em gamificação têm apontado que jogos bem projetados podem melhorar a retenção de conhecimento e a capacidade de reação em situações de estresse. Ao usar uma linguagem familiar para as novas gerações de policiais, o projeto pode reduzir a resistência a treinamentos convencionais. No entanto, críticos alertam que a simplificação de cenários complexos, como o uso da força, pode levar a uma visão distorcida da realidade. A Polícia Federal garante que o jogo é apenas um complemento aos treinamentos tradicionais e que todos os cenários foram validados por instrutores experientes.

Além disso, a aproximação de figuras políticas de alto escalão a um projeto de base cultural pode ter efeitos na percepção pública. Tanto Dino quanto Lula aparecem associados a uma pauta inovadora e lúdica, o que pode ajudar a construir uma imagem mais moderna e conectada com as novas gerações. Por outro lado, a politização de uma ferramenta de segurança pode gerar desconfianças sobre a real independência do treinamento policial. O fato é que o jogo, batizado provisoriamente de “Patrulha Brasil”, já despertou o interesse de outras forças estaduais, que aguardam os resultados dos primeiros testes.

**Fontes**

As informações foram obtidas junto a comunicados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, entrevistas coletivas registradas em canais de notícias como G1 e UOL, e relatos de participantes do evento de apresentação do protótipo. Não foram citados números exatos de investimento ou cronogramas específicos por falta de dados verificáveis divulgados até o fechamento desta matéria.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.