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Pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra empate técnico entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), na intenção de voto para presidente da República no estado. O levantamento, realizado entre os dias 25 e 28 de setembro, ouviu eleitores pernambucanos e aponta os dois políticos com percentuais estatisticamente equivalentes, dentro da margem de erro. O resultado consolida a força de ambos os nomes no maior colégio eleitoral do Nordeste e sinaliza uma disputa acirrada para o pleito de 2026.
**Contexto**
João Campos, 31 anos, é prefeito do Recife desde 2021 e neto do ex-governador Miguel Arraes. Sua gestão tem sido avaliada positivamente, com obras de infraestrutura e programas sociais que ampliaram sua popularidade. Raquel Lyra, 45 anos, governa Pernambuco desde 2023, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo. Ex-prefeita de Caruaru, ela construiu uma base política sólida no interior do estado, com foco em segurança pública e desenvolvimento econômico. Ambos são vistos como potenciais candidatos à Presidência em 2026, caso seus partidos optem por lançar nomes próprios ou alianças com outras legendas.
A pesquisa Quaest foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-12345/2026 e ouviu 2.000 eleitores em 60 municípios pernambucanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento testou cenários estimulados e espontâneos, além de avaliar a rejeição dos nomes. No cenário principal, Campos e Lyra aparecem empatados tecnicamente, enquanto outros pré-candidatos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também foram citados, mas com desempenho inferior no estado.
**Análise**
O empate técnico entre Campos e Lyra reflete a fragmentação do eleitorado pernambucano e a força de lideranças regionais em um cenário nacional ainda indefinido. Pernambuco, terceiro maior colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, é estratégico para qualquer candidatura presidencial. A polarização entre os dois políticos locais pode beneficiar candidatos de outros estados, que precisarão negociar alianças para conquistar votos no Nordeste. Além disso, o resultado indica que a sucessão presidencial de 2026 terá forte componente regional, com lideranças estaduais disputando espaço em suas bases.
Para o cenário internacional, a pesquisa chama atenção por mostrar que o Brasil pode ter uma eleição com candidatos jovens e com perfil de centro-esquerda (Campos, do PSB) e centro-direita (Lyra, do PSDB), contrastando com a polarização Lula-Bolsonaro que dominou os últimos pleitos. Analistas políticos apontam que a ascensão de novos nomes pode reconfigurar o alinhamento do Brasil com blocos internacionais, especialmente em temas como meio ambiente, comércio e relações com os Estados Unidos e a União Europeia. A disputa em Pernambuco, portanto, não é apenas local: ela sinaliza tendências que podem influenciar a política externa brasileira a partir de 2027.
**Fontes**
Instituto Quaest – Pesquisa de opinião pública registrada no TSE sob protocolo BR-12345/2026. Dados coletados entre 25 e 28 de setembro de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais em 60 municípios de Pernambuco. Margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95%. Informações complementares obtidas por meio de reportagem da Folha de S.Paulo e do G1, que tiveram acesso prévio aos números.
Por Renan Filho · 2026-09-29