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Um homem não identificado rasgou uma bandeira dos Estados Unidos durante um ato de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo. O gesto foi registrado por câmeras de celulares e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, provocando reações divididas entre apoiadores e críticos do petista. A Polícia Militar não informou se houve detenção ou abertura de ocorrência até o fechamento desta edição.
**Contexto**
A Avenida Paulista tem sido palco frequente de manifestações políticas desde as eleições de 2022, com atos de ambos os espectros ideológicos. O evento deste domingo reuniu militantes, sindicalistas e simpatizantes de Lula em um momento de mobilização nacional, em meio a discussões sobre pautas econômicas e sociais. A bandeira dos Estados Unidos, por sua vez, tornou-se um símbolo recorrente em manifestações de direita no Brasil, frequentemente associada a valores conservadores e à defesa do liberalismo econômico. Em contrapartida, setores da esquerda costumam criticar a influência política e econômica dos EUA na América Latina.
O ato de rasgar a bandeira ocorreu em um momento de maior tensão entre os grupos. Imagens que circulam em plataformas como X (antigo Twitter) e Instagram mostram o homem segurando o estandarte americano e, em seguida, rasgando-o com as mãos, enquanto a multidão ao redor reage com vaias e aplausos. Não há informações sobre a origem da bandeira ou se ela pertencia a algum manifestante específico. A identidade do autor do gesto permanece desconhecida, e não há registros oficiais de que ele tenha sido abordado pelas autoridades.
**Análise**
O episódio ilustra a intensificação da polarização política no Brasil, onde símbolos nacionais e estrangeiros são frequentemente usados como instrumentos de afirmação identitária. Para analistas políticos, rasgar a bandeira de outro país pode ser interpretado como um ato de protesto contra a influência externa, mas também carrega um potencial de gerar reações adversas, inclusive entre os próprios apoiadores de Lula, que podem considerar o gesto desrespeitoso ou contraproducente. A ausência de uma condenação clara por parte das lideranças do ato pode abrir espaço para que o incidente seja explorado politicamente por adversários.
Do ponto de vista jurídico, o Código Penal brasileiro prevê punição para ultraje a símbolo nacional, mas a legislação não se estende a bandeiras de outros países. Contudo, o ato pode ser enquadrado como dano ao patrimônio alheio, caso a bandeira pertencesse a terceiros. A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre a abertura de investigação. O incidente também reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão em manifestações públicas, especialmente quando envolve símbolos que representam nações soberanas.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de imagens e relatos publicados em redes sociais, registros de jornalistas presentes no local e comunicados oficiais da Polícia Militar de São Paulo, que não confirmou detenções. Não foram utilizadas fontes anônimas ou não verificáveis.
Por Renan Filho · 2026-10-12