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Hidratação de idosos requer cuidados extras durante ondas de calor no Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-18

Com a intensificação das ondas de calor no Brasil, especialistas alertam que idosos correm maior risco de desidratação. A ingestão adequada de líquidos, mesmo sem sede, é essencial para evitar complicações.

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O verão brasileiro de 2026 trouxe recordes de temperatura em várias regiões do país, e com ele cresce a preocupação com a hidratação dos idosos. Pessoas acima dos 60 anos têm maior propensão à desidratação devido a fatores fisiológicos e ao uso de medicamentos, exigindo atenção redobrada de familiares e cuidadores. A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam que idosos consumam água regularmente ao longo do dia, mesmo quando não sentem sede.

**Contexto**

O envelhecimento natural reduz a sensação de sede e a capacidade do organismo de reter água. Além disso, muitos idosos fazem uso de diuréticos ou medicamentos para hipertensão e diabetes, que aumentam a perda de líquidos. Nos dias de calor intenso, a transpiração e a evaporação aceleram esse processo, podendo levar a quadros de desidratação que comprometem rins, coração e funções cognitivas.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que as ondas de calor se tornaram mais frequentes e prolongadas nas últimas décadas, afetando especialmente as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Em alguns municípios, as temperaturas máximas ultrapassaram os 40°C, como ocorreu no início de outubro no Rio de Janeiro e em Goiás. Nessas condições, os idosos que permanecem em casa sem refrigeração adequada ou que realizam atividades ao ar livre são os mais vulneráveis.

O Ministério da Saúde, por meio de campanhas sazonais, orienta que cuidadores ofereçam água a cada duas horas, além de sucos naturais, água de coco e chás sem cafeína. Alimentos ricos em água, como melancia, melão, pepino e laranja, também são recomendados. É importante evitar bebidas alcoólicas e com alto teor de açúcar, pois podem agravar a desidratação.

**Análise**

A desidratação em idosos pode se manifestar de forma silenciosa. Sintomas como boca seca, fraqueza, confusão mental e aumento da frequência cardíaca muitas vezes são confundidos com sinais normais do envelhecimento ou com efeitos colaterais de remédios. Por isso, o monitoramento ativo por parte de familiares e profissionais de saúde é crucial. Em unidades de pronto-atendimento, o número de internações por desidratação em pacientes idosos costuma dobrar durante os meses de verão.

A falta de hidratação adequada está associada a complicações renais, infecções urinárias recorrentes e piora de doenças crônicas. A prevenção é simples e de baixo custo, mas exige mudança de hábitos e conscientização. Muitos idosos evitam beber água por medo de incontinência ou por dificuldade de acesso ao banheiro, o que deve ser discutido com a equipe médica para encontrar soluções, como rotinas de idas ao banheiro e uso de fraldas noturnas.

**Fontes**

As informações foram baseadas em recomendações do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de dados meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.