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Ciencia

Haddad pede votos para Lula em SP e diz que 'está fácil fazer campanha' contra Flávio Bolsonaro

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-08

Em evento na capital paulista, o ministro da Fazenda e candidato a deputado federal reforçou apoio ao ex-presidente e criticou o senador Flávio Bolsonaro, apontado como adversário nas eleições de 2026.

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O ministro da Fazenda e candidato a deputado federal por São Paulo, Fernando Haddad (PT), participou de um ato de campanha na zona sul da capital paulista na manhã desta quinta-feira (8) e pediu votos para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o Palácio do Planalto. Em discurso para militantes e lideranças sindicais, Haddad afirmou que “está fácil fazer campanha” contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos principais nomes da oposição na corrida presidencial. A declaração ocorre em meio à polarização que marca o segundo turno das eleições de 2026, com Lula enfrentando o candidato do PL, Jair Bolsonaro, enquanto Flávio Bolsonaro busca consolidar sua base no Rio de Janeiro e em São Paulo.

**Contexto**

A fala de Haddad reflete a estratégia do PT de explorar o desgaste da família Bolsonaro junto ao eleitorado paulista, especialmente após os desdobramentos de investigações sobre supostas irregularidades na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que envolvem o senador Flávio Bolsonaro. O caso, conhecido como “rachadinha”, levou à quebra de sigilo bancário e fiscal de assessores e familiares, e tem sido usado por adversários políticos como argumento de campanha. Haddad, que foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016 e candidato à Presidência em 2018, busca capitalizar o descontentamento com a gestão anterior e com o bolsonarismo para impulsionar a candidatura de Lula no estado.

O evento em São Paulo contou com a presença de deputados estaduais e federais do PT, além de representantes de centrais sindicais como a CUT e a Força Sindical. Haddad destacou que a campanha de Lula tem sido facilitada pela “falta de propostas” e pelo “histórico de corrupção” atribuído a Flávio Bolsonaro, sem apresentar dados concretos ou pesquisas de intenção de voto. O ministro também mencionou a recuperação econômica do país sob o governo Lula, citando a queda da inflação e o aumento do emprego formal, embora não tenha fornecido números específicos.

**Análise**

A declaração de Haddad insere-se em um contexto de disputa acirrada pelo eleitorado moderado e de centro, que pode definir o resultado das eleições presidenciais. Ao mirar Flávio Bolsonaro, o PT busca desassociar a imagem de Lula de escândalos passados e focar a atenção nos problemas judiciais da oposição. Especialistas em comunicação política apontam que a estratégia de “facilidade” na campanha pode ser arriscada, pois pode ser interpretada como arrogância ou subestimação do adversário. No entanto, a base petista avalia que o desgaste de Flávio Bolsonaro é real e que a associação com o pai, Jair Bolsonaro, pode ser um fardo eleitoral.

Do ponto de vista científico, a análise de discursos políticos como o de Haddad é objeto de estudo em ciência política e comunicação. Pesquisas acadêmicas mostram que a simplificação de narrativas — como “está fácil fazer campanha” — tende a mobilizar a base, mas pode alienar eleitores indecisos. O uso de referências a investigações judiciais também é uma tática comum em campanhas polarizadas, mas seu impacto depende da credibilidade das fontes e da capacidade de reverberação na mídia tradicional e nas redes sociais. A ausência de dados concretos no discurso de Haddad, como números de pesquisas ou indicadores econômicos, sugere uma aposta na emoção e na memória recente do eleitor, em vez de argumentos técnicos.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de declarações públicas do ministro Fernando Haddad durante evento de campanha em São Paulo, transmitido ao vivo por canais oficiais do PT e repercutido por veículos como Folha de S.Paulo, O Globo e UOL. Dados sobre investigações envolvendo Flávio Bolsonaro foram consultados em reportagens do jornal O Estado de S. Paulo e do portal G1, com base em documentos oficiais do Ministério Público do Rio de Janeiro. Análises de comunicação política foram baseadas em estudos publicados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV), disponíveis em periódicos acadêmicos como a Revista Brasileira de Ciência Política.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.