**Lead**
A ativista ambiental sueca Greta Thunberg intensificou suas críticas ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, afirmando que suas políticas representam um desastre para o planeta. Em declarações recentes, Thunberg associou o legado de Bolsonaro ao aumento do desmatamento na Amazônia e ao enfraquecimento de acordos climáticos internacionais. A fala ocorre em um momento em que o Brasil busca retomar seu protagonismo ambiental após anos de isolamento diplomático.
**Contexto**
Greta Thunberg, que se tornou um símbolo global da luta contra as mudanças climáticas desde suas greves escolares em 2018, sempre manteve uma postura crítica em relação a líderes que negam a ciência ou flexibilizam a proteção ambiental. Jair Bolsonaro, que governou o Brasil entre 2019 e 2022, frequentemente foi alvo de críticas de organizações internacionais e ativistas por suas políticas de incentivo à exploração econômica da Amazônia. Durante seu mandato, o desmatamento médio anual na floresta aumentou cerca de 75% em comparação com a década anterior, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A declaração de Thunberg não é um episódio isolado. Em 2019, durante a Cúpula do Clima da ONU, ela já havia criticado indiretamente o Brasil ao afirmar que países ricos e emergentes estavam falhando em proteger o meio ambiente. Em 2020, após o aumento das queimadas na Amazônia, a ativista fez publicações nas redes sociais associando o desmatamento às políticas de Bolsonaro. A nova declaração, portanto, se insere em um histórico de embates públicos entre a jovem sueca e o ex-presidente brasileiro.
**Análise**
A repercussão das críticas de Thunberg tem impacto direto na imagem internacional do Brasil. Durante o governo Bolsonaro, o país perdeu credibilidade em fóruns climáticos, e investidores estrangeiros passaram a condicionar financiamentos à redução do desmatamento. A fala da ativista, com grande alcance nas redes sociais e na mídia global, reforça a percepção de que o Brasil precisa de políticas ambientais robustas para recuperar sua posição de liderança na agenda climática.
Além disso, a declaração ocorre em um contexto de campanha eleitoral e debates sobre o futuro ambiental do país. Candidatos têm sido obrigados a se posicionar sobre o legado de Bolsonaro e as metas de redução de emissões de carbono. A pressão de ativistas como Thunberg, aliada a relatórios científicos que apontam para a iminência de pontos de ruptura na Amazônia, torna o tema central nas discussões políticas. A falta de ação concreta pode isolar o Brasil comercial e diplomaticamente, especialmente com a União Europeia e os Estados Unidos buscando acordos comerciais que exigem garantias ambientais.
**Fontes**
As informações foram baseadas em declarações públicas de Greta Thunberg em redes sociais e entrevistas, além de dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) sobre desmatamento na Amazônia durante o governo Bolsonaro. Reportagens de veículos como The Guardian, BBC News e Folha de S.Paulo também contextualizaram a trajetória de críticas da ativista ao ex-presidente brasileiro.
Por Renan Filho · 2026-10-24