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O governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja enviar US$ 1 milhão para financiar grupos declaradamente contrários ao Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, de acordo com reportagem publicada por um jornal britânico de grande circulação. A informação, obtida por fontes diplomáticas e documentos internos, foi divulgada nesta quinta-feira e já gera reações nos círculos políticos brasileiros e internacionais.
**Contexto**
O suposto aporte financeiro seria destinado a organizações da sociedade civil brasileira que, nos últimos anos, têm articulado campanhas de pressão contra ministros do STF e defendido reformas que limitariam os poderes da Corte. A reportagem britânica menciona que os recursos seriam canalizados por meio de entidades ligadas a think tanks conservadores americanos, com histórico de atuação na América Latina.
As relações entre os governos Trump e o Brasil, durante a gestão de Jair Bolsonaro, foram marcadas por alinhamento ideológico e constante interlocução entre assessores. Naquele período, cresceram os ataques virtuais e institucionais ao STF, especialmente após decisões que atingiram aliados do ex-presidente Bolsonaro. A suspeita de financiamento externo a esses movimentos já havia sido ventilada em comissões parlamentares brasileiras, mas sem comprovação documental até agora.
Documentos citados pelo jornal indicam que o valor de US$ 1 milhão seria repassado em parcelas ao longo de seis meses, com a contrapartida de realização de eventos e produção de conteúdo crítico ao STF. A reportagem não revela os nomes das organizações beneficiárias, mas afirma que elas têm ligações com grupos que defendem a intervenção militar e o fechamento do Congresso Nacional.
**Análise**
Caso confirmado, o plano representaria uma ingerência direta e inédita de um governo estrangeiro no sistema judiciário brasileiro. Especialistas em direito internacional ouvidos pela reportagem apontam que a ação violaria princípios de soberania nacional e poderia levar a medidas diplomáticas severas, como a expulsão de diplomatas ou a suspensão de acordos bilaterais. O Brasil, por sua vez, já vive um ambiente político polarizado, e qualquer intervenção externa tende a exacerbar as tensões entre os Poderes.
A notícia também levanta questionamentos sobre o papel de think tanks americanos na política doméstica brasileira. Nos últimos anos, entidades como a Atlas Network e o Libertad e Progresso já foram alvo de investigações por suposto financiamento de movimentos de direita no país. O valor de US$ 1 milhão, embora modesto para os padrões americanos, teria grande capilaridade em um cenário de multiplicação de influenciadores digitais e grupos de WhatsApp que propagam discursos anti-STF.
A revelação ocorre em um momento delicado para a imagem internacional do ex-presidente Trump, que enfrenta múltiplos processos judiciais nos Estados Unidos. Analistas avaliam que a tentativa de desestabilizar o STF pode ser uma estratégia para angariar apoio entre setores radicais da direita global, ao mesmo tempo que testa os limites da lei americana de financiamento eleitoral, já que os recursos poderiam ser disfarçados como doações para projetos educacionais ou culturais.
**Fontes**
A informação foi publicada originalmente por um jornal britânico conceituado, que não teve seu nome revelado na edição consultada. A reportagem baseou-se em documentos internos da administração Trump e depoimentos de ex-funcionários do governo americano que preferiram não se identificar. O FORTIS NEWS buscou contato com assessores do ex-presidente Trump e com o Itamaraty, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. As informações são corroboradas por registros de movimentações financeiras já investigadas por órgãos de controle brasileiros, que monitoram organizações suspeitas de receber recursos estrangeiros ilícitos.
Por Renan Filho · 2026-10-01