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Politica

Gilmar Mendes lamenta que senador Esperidião Amin não tenha sido eleito para cargo no Senado

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-10

Em evento acadêmico, ministro do STF expressou pesar pela não eleição do senador catarinense à presidência da Casa, destacando sua trajetória e capacidade de diálogo.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou publicamente seu pesar pelo fato de o senador Esperidião Amin (PP-SC) não ter sido eleito para a presidência do Senado Federal durante a disputa ocorrida no início do ano legislativo. A declaração foi feita durante um seminário sobre reforma política realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na última quarta-feira. Mendes destacou o perfil conciliador e a experiência parlamentar de Amin como qualidades que poderiam ter contribuído para um ambiente mais estável no Congresso.

**Contexto**

Esperidião Amin, de 70 anos, é uma figura de longa trajetória na política brasileira. Foi governador de Santa Catarina por dois mandatos (1999-2002 e 2003-2006) e, desde 2019, ocupa uma cadeira no Senado. Nas eleições de 2022, foi reeleito com mais de 1,2 milhão de votos, consolidando-se como um dos principais nomes do centrão no estado. No entanto, na eleição para a presidência do Senado em 2023, Amin não conseguiu os votos necessários para derrotar o então candidato Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que acabou reeleito para o cargo com amplo apoio da base governista.

A disputa interna no Senado refletiu as complexas articulações entre os partidos do centrão e o governo Lula. Amin, embora integrasse a base aliada, enfrentou resistência de setores que preferiram manter Pacheco à frente da Casa, considerado mais alinhado às demandas do Executivo. A derrota de Amin foi interpretada por analistas como um sinal de que o governo federal buscava evitar a ascensão de figuras com perfil mais independente.

**Análise**

A manifestação de Gilmar Mendes ganhou relevância por partir de um dos ministros mais influentes do STF, conhecido por suas intervenções em debates políticos. Ao lamentar a não eleição de Amin, Mendes sinalizou uma preocupação com a concentração de poder no Legislativo e a falta de renovação nas lideranças. Para o ministro, a experiência de Amin em negociações complexas — como a condução de reformas estruturais durante seu período como governador — poderia ter sido um ativo para o Senado em um momento de intensa polarização.

A declaração também reacendeu o debate sobre o papel do Judiciário em questões políticas. Críticos apontam que a fala de Mendes extrapola o campo jurídico, enquanto apoiadores defendem que o STF tem o direito de opinar sobre o funcionamento das instituições. Independentemente da interpretação, o episódio evidencia a permeabilidade entre os Poderes e a influência que figuras como Amin exercem mesmo fora dos holofotes.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de reportagens do jornal O Globo e do portal UOL, que cobriram o seminário na USP e repercutiram as declarações de Gilmar Mendes. Dados biográficos de Esperidião Amin foram consultados no site oficial do Senado Federal.

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Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.