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Ciencia

Fumaça de queimadas deixa qualidade do ar péssima em Manaus e acende alerta para saúde pública

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-17

Capital amazonense registra níveis críticos de poluição devido à fumaça de incêndios florestais, com impactos diretos na saúde da população e no dia a dia.

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Manaus amanheceu nesta quinta-feira (17) com a qualidade do ar classificada como péssima, em meio a uma densa camada de fumaça que encobriu a capital amazonense. A poluição atmosférica, causada por queimadas florestais na região amazônica, atingiu níveis alarmantes de partículas finas (MP2,5), superando em várias vezes os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O fenômeno já dura semanas e levou a população a relatar problemas respiratórios, olhos irritados e até mesmo cancelamento de atividades ao ar livre. Autoridades locais e federais monitoram a situação, enquanto especialistas apontam para a combinação do período de estiagem com o aumento intencional de incêndios para desmatamento.

**Contexto**

A qualidade do ar em Manaus é monitorada por estações automáticas do Instituto Nacional de Pesquizas Espaciais (INPE) e da Secretaria de Estado do Meio Ambente do Amazonas. Nas últimas 24 horas, os índices de concentração de particulas finas ultrapassaram a casa dos 200 microgramas por metro cúbico, valor considerado dez vezes superior ao padrão diário da OMS (25 µg/m³). Essa situação não é inédita na região: nos meses de seca, entre agosto e novembro, milhares de focos de incêndio são registrados no bioma amazônico, muitos deles associados ao avanço do desmatamento para pastagens e agricultura. Em 2024, o estado do Amazonas registrou o segundo pior mês de setembro em número de queimadas dos últimos 15 anos, segundo o INPE. A fumaça não afeta apenas Manaus: cidades vizinhas como Itacoatiara e Parintins também tem reportado névoa persistente e quedas na visibilidade.

A poluição por fumaça de queimadas é composta por uma mistura de gases e partículas finas que penetram profundamente nos pulmões, podendo causar inflamações, agravar asma, bronquite e doenças cardiovasculares. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas são os mais vulneráveis. Hospitais da rede pública de Manaus já registraram aumento no atendimento por sintomas respiratórios, segundo informações da Secretaria de Saúde do Amazonas. A Defesa Civil recomenda que a população evite sair de casa, use máscaras N95 ou PFF2 e mantenha os ambientes úmidos e fechados.

**Analise**

A crise atual em Manaus é um reflexo direto do ciclo anual de queimadas na Amazônia, que se intensifica com as mudanças climáticas e a falta de fiscalização efetiva. O enfraquecimento de políticas ambientais nos últimos anos, combinado com o aumento da demanda por áreas desmatadas para agropecuária, tem resultado em temporadas de fogo cada vez mais severas. A fumaça que encobre a capital do Amazonas não é apenas um problema local: correntes de vento podem carregar essas partículas por milhares de quilômetros, afetando a qualidade do ar em outras regiões do Brasil e até de paízes vizinhos. O impacto na economia também é significativo: o turismo, uma das principals atividades de Manaus, sofre com a visibilidade reduzida e a má imagem associada à poluição. Aéros e escolas chegaram a ajustar horários ou suspender aulas em dias de maior necidade.

A longo prazo, a solução exige uma abordagem integrada que combine combe ao desmatamento, investimento em monitoramento e fiscalização, e polítcas de desenvovimento sustável para as comunidades da Amazônia. Enquanto isso, a população manauara vive uma crise sanitària evitável, que revela a urgência de ações concretas para prteger o bioma e a saúde de milhões de brasleiros.

**Fontes**

Os dados e iformações citados neste artículo foram obtidos a partir de fontes públicas e institucionais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Ibama, a Secretaria de Estado do Meio Ambente do Amazonas (SEMA), a Organização Mundia da Saúde (OMS), a Defesa Civl do Amazonas e reportagens veiculadas por veículos da imprensa naciona e locl.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.