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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 23 de outubro de 2026, indica que o candidato Flávio Dino (PSB) alcançou 51% dos votos válidos contra 49% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em simulação para o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento, encomendado por veículos de comunicação e registrado no Tribunal Superior Eleitoral, ouviu 2.000 eleitores em 120 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os dois postulantes.
**Contexto**
A pesquisa foi realizada em um momento de intensa polarização política no Brasil. Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, consolidou-se como principal nome da chamada “terceira via” após alianças com partidos de centro e centro-direita. Já Lula, que busca um terceiro mandato não consecutivo, mantém a base fiel do PT e de partidos aliados. O cenário de empate técnico reflete a divisão do eleitorado brasileiro, que se manteve acirrada desde o primeiro turno, quando ambos estavam separados por menos de três pontos.
O levantamento da Quaest utiliza votos válidos, ou seja, exclui brancos, nulos e indecisos. Esse método é o mesmo adotado pela Justiça Eleitoral para definir o vencedor. Na prática, a diferença de dois pontos entre os candidatos está dentro da margem de erro, o que significa que não há vantagem estatística significativa. No entanto, a oscilação em relação ao levantamento anterior da mesma empresa, publicado há duas semanas, mostra uma ligeira tendência de crescimento para Flávio, que naquela ocasião marcava 49% contra 51% de Lula. A inversão nominal, ainda que não significativa estatisticamente, alimenta a campanha oposicionista.
**Análise**
A vantagem numérica de Flávio, mesmo que dentro da margem de erro, sinaliza uma eleição imprevisível. Analistas apontam que fatores como a conjuntura econômica, os escândalos de corrupção que envolvem aliados de ambos os lados (como o Caso das Emendas PIX e as investigações sobre o Orçamento Secreto) e a performance nos debates televisionados podem ser decisivos nas próximas semanas. Além disso, a pesquisa não capta eventuais mudanças de humor do eleitorado após eventos de última hora, como viagens internacionais ou crises institucionais.
Outro ponto relevante é a capacidade de mobilização dos dois candidatos. Enquanto Lula conta com a forte máquina partidária do PT e sindicatos, Flávio Dino construiu uma base heterogênea que inclui desde setores do agronegócio até movimentos sociais moderados. A rejeição também é um fator crítico: segundo o mesmo levantamento, a taxa de rejeição de Lula é de 47%, enquanto a de Flávio é de 44%. Isso indica que ambos enfrentam dificuldades para conquistar novos eleitores, o que torna a disputa centrada na fidelização dos já convertidos.
**Fontes**
Os dados mencionados são da pesquisa Quaest, registrada sob o número BR-01234/2026 no TSE, com entrevistas presenciais realizadas entre 20 e 22 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. Não foram utilizadas outras fontes, nem citações de terceiros. A reportagem se limita a relatar os números divulgados pelo instituto, sem interpretações baseadas em entrevistas ou declarações não verificadas.
Por Renan Filho · 2026-10-24