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Seguranca

Flávio Dino exclui própria escolta de plano de viagem aos EUA; segurança é questionada

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-29

O ministro do STF viajou aos Estados Unidos sem incluir a equipe de segurança pessoal no planejamento oficial, gerando debate sobre protocolos e riscos.

**Lead**

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino viajou aos Estados Unidos em outubro sem que sua escolta pessoal fosse incluída no plano de viagem oficial, conforme revelam registros administrativos do tribunal. A ausência dos agentes de segurança no itinerário aprovado levanta questionamentos sobre a observância dos protocolos de proteção a autoridades no exterior e expõe uma lacuna no sistema de segurança institucional.

**Contexto**

A viagem de Flávio Dino aos EUA ocorreu entre os dias 20 e 25 de outubro, com agenda que incluía reuniões acadêmicas e encontros com representantes do judiciário norte-americano. De acordo com documentos internos do STF, a solicitação de deslocamento foi protocolada sem a inclusão dos nomes e das funções dos agentes de segurança que acompanhariam o ministro. A equipe de escolta, composta por policiais federais destacados para a proteção de magistrados, foi informada apenas horas antes do embarque, sem tempo hábil para realizar o reconhecimento prévio de rotas e locais.

A prática padrão em viagens internacionais de autoridades do STF exige que o plano de segurança seja submetido à aprovação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) com pelo menos quinze dias de antecedência. No caso de Dino, o documento foi enviado sem a seção de segurança preenchida. Fontes do tribunal afirmam que o próprio ministro teria solicitado que a escolta não constasse do plano oficial, sob o argumento de que a viagem tinha caráter privado e não demandava aparato de segurança. A decisão, no entanto, contraria o regimento interno do STF, que determina que a proteção de ministros é obrigatória em qualquer deslocamento fora do país.

**Análise**

A exclusão da escolta do plano de viagem representa um desvio grave nos procedimentos de segurança, especialmente para uma figura pública que já ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Especialistas ouvidos por este portal destacam que a ausência de registro oficial dificulta a coordenação com as autoridades locais nos EUA, que poderiam oferecer apoio em caso de emergência. Além disso, a medida expõe o ministro a riscos evitáveis, como vigilância, tentativas de abordagem ou incidentes de segurança pública.

O episódio também reacende o debate sobre a discricionariedade de autoridades na gestão de sua própria segurança. Enquanto alguns defendem que ministros do STF têm autonomia para decidir sobre o nível de proteção, outros apontam que a segurança institucional não pode ser subordinada a preferências pessoais. A situação é agravada pelo fato de Flávio Dino ter sido alvo de ameaças nas redes sociais nos últimos meses, o que torna a decisão ainda mais controversa.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de registros administrativos do Supremo Tribunal Federal e de relatos de servidores do Gabinete de Segurança Institucional que acompanham a rotina de viagens de autoridades. O STF foi procurado para comentar o ocorrido, mas não se manifestou até o fechamento desta edição. A Polícia Federal, responsável pela escolta dos ministros, também não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.