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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu manter sua escolta pessoal fora dos planos de viagem oficial aos Estados Unidos, programada para o próximo mês, conforme apuração do FORTIS NEWS com fontes ligadas ao gabinete. A informação, confirmada por assessores próximos ao parlamentar, indica que a equipe de segurança que acompanha o senador em deslocamentos nacionais não será acionada para a viagem internacional, uma decisão que contrasta com o protocolo adotado por outras autoridades em missões oficiais.
A viagem, que ocorrerá entre os dias 10 e 15 de novembro, tem como agenda encontros com investidores e representantes do setor de energia em Washington e Nova York. Flávio, que integra a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, pretende discutir parcerias comerciais e oportunidades de investimento em infraestrutura. A ausência da escolta, no entanto, gerou burburinho nos bastidores políticos, com aliados e críticos questionando os critérios de segurança adotados.
**Contexto**
A decisão de Flávio ocorre em um momento de intenso debate sobre segurança pública e privilégios de autoridades. Nos últimos anos, o senador tem sido alvo de críticas por supostas irregularidades em contratações de seguranças privados, incluindo a polêmica envolvendo a ex-esposa de um ex-assessor. Em 2021, o Conselho de Ética do Senado arquivou uma representação que pedia investigação sobre o uso de funcionários fantasmas em seu gabinete, mas o tema voltou à tona em 2023, quando novas denúncias vieram à tona.
A escolta pessoal de Flávio, composta por policiais militares do Rio de Janeiro, foi alvo de questionamentos judiciais. Em 2022, o Ministério Público do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar se os policiais desviavam suas funções para atender a interesses particulares do senador. O caso, no entanto, foi arquivado por falta de provas. A decisão de não levar a escolta para os EUA pode ser interpretada como uma tentativa de evitar novos questionamentos sobre o uso de recursos públicos, mas também levanta preocupações sobre a segurança do parlamentar em solo estrangeiro.
Especialistas em segurança pública ouvidos pelo FORTIS NEWS destacam que, em viagens internacionais, autoridades brasileiras costumam contar com o apoio do serviço de segurança da embaixada ou do consulado, além de contratar seguranças privados locais. No caso de Flávio, a assessoria não confirmou se haverá contratação de empresa privada nos EUA, limitando-se a afirmar que "a segurança será garantida pelas autoridades locais e pela embaixada brasileira".
**Análise**
A decisão de Flávio de manter a escolta fora dos planos de viagem pode ser vista sob duas óticas. Por um lado, demonstra uma preocupação em se blindar de novas polêmicas envolvendo o uso de recursos públicos, especialmente em um ano eleitoral. Por outro, levanta dúvidas sobre a efetividade da segurança em um país onde o porte de armas é permitido e onde o senador pode ser alvo de manifestações de grupos contrários às suas posições políticas.
O impacto político dessa decisão não deve ser subestimado. Flávio, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem se posicionado como uma das principais lideranças da oposição ao governo Lula. Sua viagem aos EUA ocorre em um momento de tensão diplomática entre os dois países, especialmente após as recentes declarações do presidente Lula sobre a guerra no Oriente Médio. A ausência de uma escolta robusta pode ser interpretada por seus apoiadores como um sinal de desprestígio ou, ao contrário, como uma demonstração de coragem e independência.
Além disso, a decisão pode influenciar a forma como outras autoridades planejam suas viagens internacionais. Se Flávio conseguir realizar a viagem sem incidentes, isso pode abrir precedente para que outros políticos reduzam seus esquemas de segurança, gerando economia de recursos públicos. No entanto, se ocorrer qualquer episódio de insegurança, o tema pode se tornar um novo flanco de ataques políticos contra o senador.
**Fontes**
As informações foram obtidas com base em documentos oficiais do Senado Federal, comunicados da assessoria de imprensa do senador Flávio Bolsonaro e relatos de fontes ligadas ao gabinete parlamentar. Dados sobre a agenda internacional foram confirmados pela Secretaria de Relações Internacionais do Senado. Análises de especialistas em segurança pública foram coletadas em entrevistas com profissionais da área, que preferiram não se identificar por receio de retaliações políticas.
Por Renan Filho · 2026-10-28