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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (24), que o governo federal vai promover reajustes tarifários e de investimentos nas estatais Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, mas negou categoricamente que haja qualquer plano de privatização dessas empresas. Dino classificou como 'fake news' as informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta venda do controle acionário das três estatais para o setor privado. 'Não há nenhum processo de privatização em andamento. O que há é uma discussão técnica sobre a necessidade de readequação de tarifas e de eficiência operacional, dentro da lei e da responsabilidade fiscal', declarou o ministro.
**Contexto**
Nos últimos dias, rumores de que o governo estaria preparando um pacote de desestatização para as três maiores empresas controladas pela União ganharam força em grupos de mensagens e em perfis de redes sociais ligados a setores do mercado financeiro. A suposta proposta incluiria a venda de fatias minoritárias da Petrobras, da Caixa e do Banco do Brasil para fundos de investimento estrangeiros, com o objetivo de reduzir a dívida pública e melhorar a percepção de risco do país. Dino, ao ser questionado sobre o assunto, afirmou que 'o governo não vai abrir mão do controle dessas empresas estratégicas para a soberania nacional e para o desenvolvimento econômico'. Ele ressaltou que as estatais são instrumentos fundamentais para a execução de políticas públicas, como o financiamento habitacional, o crédito rural e a segurança energética.
As três estatais estão entre as maiores empresas do país. A Petrobras responde por cerca de 70% da produção nacional de petróleo e gás, a Caixa administra o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e é o maior agente de habitação popular do Brasil, enquanto o Banco do Brasil é um dos maiores bancos comerciais da América Latina, com forte atuação no agronegócio. Qualquer movimento de venda dessas empresas exigiria aprovação do Congresso Nacional, conforme determina a Lei das Estatais (Lei 13.303/2016). Até o momento, não há nenhum projeto de lei tramitando no Legislativo que trate da privatização dessas companhias.
**Análise**
A declaração de Flávio Dino, embora tenha sido feita em tom de desmentido, ocorre em um contexto de pressão do mercado por maior eficiência na gestão das estatais. Nos últimos trimestres, as três empresas registraram aumento de custos operacionais e queda na margem de lucro, o que alimentou a especulação sobre a necessidade de uma reforma societária. Especialistas ouvidos pelo FORTIS NEWS, sob condição de anonimato, avaliam que a simples manutenção do controle estatal não é suficiente para garantir a sustentabilidade fiscal do país. 'O governo precisa demonstrar que é capaz de gerir essas empresas com transparência, eficiência e sem ingerência política. Caso contrário, o debate sobre privatização vai voltar com força', afirmou um economista que preferiu não se identificar.
Por outro lado, a resposta de Dino também reflete a preocupação do governo com a reação popular a medidas consideradas impopulares, como a venda de ativos estratégicos. Em pesquisas internas do Palácio do Planalto, a privatização da Petrobras e da Caixa é rejeitada por mais de 60% da população. Dino, ao usar o termo 'fake news', tenta isolar o governo de críticas da oposição, que já acusa a gestão de 'entregar o patrimônio nacional'. A queda de braço deve continuar nas próximas semanas, com o mercado monitorando de perto os indicadores de eficiência operacional das três estatais.
**Fontes**
Declaração do ministro Flávio Dino em entrevista coletiva no STF, 24 de outubro de 2026. Dados de produção e participação de mercado das estatais baseados em relatórios anuais da Petrobras (2025), Caixa Econômica Federal (2025) e Banco do Brasil (2025). Informações sobre tramitação legislativa obtidas junto à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados.
Por Renan Filho · 2026-10-24