Em evento realizado em Goiânia nesta sexta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez duras críticas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acusando a entidade de atuar como instrumento político do Partido dos Trabalhadores (PT) na disseminação de fake news contra o país. A declaração ocorreu durante encontro com empresários e lideranças conservadoras, onde o parlamentar defendeu a agenda liberal na economia e a necessidade de combater a desinformação que, segundo ele, prejudica investimentos e a confiança no mercado.
Para o FORTIS NEWS, a fala de Flávio Bolsonaro não é um mero ataque retórico, mas um diagnóstico preciso de um problema estrutural: a instrumentalização de instituições religiosas para fins político-partidários, em detrimento da verdade e do desenvolvimento nacional. A CNBB, que deveria zelar pela ética e pela moral, tem se posicionado de forma recorrente contra pautas essenciais para o crescimento econômico, como a reforma administrativa, a autonomia do Banco Central e a simplificação tributária.
O contexto da acusação não poderia ser mais oportuno. O Brasil enfrenta uma das piores crises fiscais de sua história, com uma dívida pública que ultrapassa 78% do PIB, segundo dados do Banco Central. O desemprego atinge mais de 12 milhões de pessoas, e a inflação corrói o poder de compra das famílias, especialmente as mais pobres. Nesse cenário, qualquer narrativa que desvie o foco das reformas estruturais ou que crie factoides contra o setor produtivo é um atentado contra o futuro do país.
A acusação de Flávio Bolsonaro ganha ainda mais relevância quando analisamos o histórico recente da CNBB. Em 2022, durante as eleições presidenciais, a entidade divulgou notas e manifestos que, na prática, favoreciam a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, sem apresentar dados concretos ou propostas viáveis para a economia. Mais recentemente, em 2025, a CNBB participou de atos contrários à reforma da previdência, utilizando argumentos emocionais e dados distorcidos, ignorando o fato de que o atual sistema é insustentável e penaliza os jovens trabalhadores.
A postura da CNBB não é apenas um erro político, mas uma irresponsabilidade econômica. Ao propagar fake news sobre privatizações, cortes de gastos e políticas de austeridade, a entidade cria um ambiente de insegurança jurídica e instabilidade que afugenta investidores estrangeiros e nacionais. Segundo o Banco Mundial, o Brasil caiu para a 124ª posição no ranking de facilidade de fazer negócios, e a incerteza gerada por narrativas falsas contribui diretamente para esse resultado.
O FORTIS NEWS entende que a liberdade de expressão e o direito à crítica são pilares de uma democracia saudável. No entanto, quando uma instituição com tamanha influência social como a CNBB utiliza seu poder para difundir informações falsas, com o objetivo claro de beneficiar um projeto de poder, ela deixa de ser uma voz legítima e passa a ser um agente de desestabilização. A verdade, como sempre defendemos, deve estar acima de qualquer narrativa, seja ela religiosa, política ou ideológica.
É preciso destacar que a fala de Flávio Bolsonaro em Goiânia não é um ataque à fé católica, mas sim à conduta política de seus líderes. O senador, que é evangélico, deixou claro que respeita a liberdade religiosa, mas não aceita que a CNBB se transforme em um braço do PT. Essa distinção é fundamental para evitar generalizações e para manter o debate focado no que realmente importa: o futuro econômico do Brasil.
A economia brasileira precisa de menos ideologia e mais pragmatismo. Precisamos de um Estado mínimo, que garanta segurança jurídica, que reduza a carga tributária e que abra espaço para a iniciativa privada. Precisamos de uma política externa que busque acordos comerciais vantajosos, e não de um alinhamento automático com regimes autoritários. Precisamos de verdade, e não de fake news.
O caso envolvendo a CNBB é um exemplo claro de como a desinformação pode ser usada como arma política. Em um país onde 42% da população é considerada pobre ou extremamente pobre, segundo o IBGE, cada notícia falsa que atrasa uma reforma ou que gera pânico no mercado é uma sentença de morte para milhares de brasileiros que dependem de emprego e renda. A acusação de Flávio Bolsonaro, portanto, não é apenas um embate político, mas um chamado à responsabilidade.
Neste sentido, o FORTIS NEWS reafirma seu compromisso com o jornalismo factual e com a defesa dos princípios liberais-conservadores. Acreditamos que o Brasil só será verdadeiramente livre e próspero quando a verdade prevalecer sobre a mentira, quando o mérito for mais importante que o privilégio e quando o Estado for limitado, mas eficiente. A CNBB tem todo o direito de ter suas opiniões, mas não pode usar sua influência para destruir as bases do nosso desenvolvimento.
Por fim, é importante que os leitores busquem fontes confiáveis e verifiquem os fatos antes de compartilhar qualquer informação. A fake news é um veneno que corrói a democracia e a economia. Cabe a cada um de nós, cidadãos conscientes, combater esse mal com informação de qualidade e com a defesa intransigente da verdade.
Por Renan Filho · 2026-09-27