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Politica

Flávio Bolsonaro ataca Dino em seu reduto e provoca Justiça Eleitoral com quadro do ex-presidente

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-22

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve em São Luís, cidade natal do ministro do STF Flávio Dino, e fez duras críticas ao magistrado, além de provocar o Tribunal Superior Eleitoral ao exibir um quadro de Jair Bolsonaro como símbolo do Brasil que deseja. O ato acirra a tensão entre o bolsonarismo e o Judiciário.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) invadiu simbolicamente o quintal do ministro Flávio Dino (STF) nesta terça-feira. Em São Luís, capital do Maranhão e berço político do magistrado, o parlamentar realizou um ato público que misturou crítica aberta ao STF e provocação direta à Justiça Eleitoral. O momento alto foi a instalação de um quadro com o retrato de Jair Bolsonaro, ladeado pelas palavras “Brasil que queremos”, em frente ao prédio do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que a ação foi “um recado claro aos que tentam apagar a memória do maior presidente da história recente”. O senador criticou Dino por “usar a toga para perseguir opositores” e chamou o ministro de “carniceiro da liberdade”. O ataque ocorre dias após Dino ter votado pela manutenção da inelegibilidade de Jair Bolsonaro no julgamento do TSE.

A escolha de São Luís não foi aleatória. A cidade é o principal reduto político de Flávio Dino, que foi governador do estado antes de ser nomeado para o STF pelo presidente Lula. Para aliados do senador, o gesto simboliza que “nenhum território está livre da verdade”. Em discurso no centro da capital maranhense, Flávio afirmou que “a tirania judicial não pode se esconder nem mesmo em seus próprios currais eleitorais”.

Por que isso importa: A ação de Flávio Bolsonaro representa uma escalada na guerra declarada entre a ala mais radical do bolsonarismo e o STF. Ao provocar a Justiça Eleitoral em pleno exercício de suas funções, o senador testa os limites da liberdade de expressão e de manifestação política. Mais do que um ato simbólico, o quadro de Bolsonaro é uma mensagem de que a oposição não aceitará passivamente as decisões do tribunal. Para o movimento liberal, o episódio reacende o debate sobre o ativismo judicial e a necessidade de reformas que limitem o poder dos ministros.

Análise FORTIS: Sob a ótica do liberalismo e do livre mercado, o que se vê é mais um capítulo do enfrentamento necessário entre o poder político legitimado pelo voto e um Judiciário que extrapola suas funções constitucionais. A provocação de Flávio Bolsonaro, embora espalhafatosa, toca em um ponto central: a judicialização da política sufoca a vontade popular e cria obstáculos para a retomada do crescimento econômico. Enquanto ministros como Flávio Dino usam a toga para perseguir adversários, o Brasil perde investimentos e liberdades individuais. O quadro de Bolsonaro é um lembrete de que a liberdade não se curva a canetadas. A reação do TSE será um termômetro de quanto o regime ainda tolera o dissenso.

Contraponto: Críticos, no entanto, veem o ato como uma provocação irresponsável. Em nota oficial, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão classificou a manifestação como “desrespeito à Justiça Eleitoral” e afirmou que “a exibição de símbolos políticos em frente a tribunais visa intimidar juízes e servidores”. Entidades de defesa do Estado Democrático de Direito lembraram que a liberdade de expressão tem limites quando incita o descrédito das instituições. O ministro Flávio Dino, em rápida declaração à imprensa, disse que “atos como esse não abalarão a independência do Judiciário”. O embate promete se intensificar nas próximas semanas, com possíveis medidas legais contra o senador.

A ação de Flávio Bolsonaro já repercute nos bastidores políticos. Parlamentares da base governista articulam uma representação no Conselho de Ética do Senado, enquanto aliados do ex-presidente organizam atos semelhantes em outras capitais. O quadro, que foi instalado com o apoio de militantes locais, permaneceu por cerca de duas horas antes de ser retirado por ordem da polícia. O senador, no entanto, prometeu repetir a dose em outras cidades onde ministros do STF têm redutos.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.