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Seguranca

Com presença de Lula, Congresso promulga lei que extingue escala 6×1 e reforça segurança no trabalho

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-16

A nova legislação altera a jornada de trabalho no Brasil, priorizando saúde e prevenção de acidentes. Presidente participou da cerimônia de promulgação no plenário do Congresso Nacional.

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Em uma sessão solene realizada nesta quinta-feira (16) no plenário do Congresso Nacional, o Parlamento promulgou a lei que põe fim à escala de trabalho 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso —, substituindo-a por modelos mais flexíveis e com intervalos maiores. A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a importância da medida para a dignidade do trabalhador brasileiro. A nova norma, embora tenha origem na pauta trabalhista, carrega impacto direto na segurança do trabalho, ao reduzir a fadiga acumulada e os riscos de acidentes ocupacionais.

**Contexto**

A escala 6×1 é um dos regimes mais antigos e ainda vigentes em setores como comércio, indústria e serviços. Estudos de ergonomia e medicina do trabalho já apontavam, há anos, que jornadas prolongadas sem intervalos suficientes elevam a exposição a condições de insalubridade, aumentando a probabilidade de erros, lesões musculares e problemas cardiovasculares. A promulgação de hoje não é um ato isolado; ela segue uma série de debates na Câmara dos Deputados e no Senado Federal desde o início da legislatura. A proposta original foi apresentada por movimentos sindicais e teve ampla discussão com especialistas em saúde pública, representantes de empresas e ministérios.

O texto aprovado garante que todos os trabalhadores sob o regime 6×1 tenham um período mínimo de descanso de 36 horas após dois dias consecutivos de trabalho, além de pausas obrigatórias durante o expediente. A legislação também cria um programa de incentivo para empresas que adotarem jornadas reduzidas, especialmente nas atividades de maior risco. Dados preliminares do Ministério do Trabalho, ainda não consolidados, indicam que setores que já migraram voluntariamente para jornadas mais compactas registraram queda na quantidade de afastamentos por causas ocupacionais. Embora não haja estatísticas finais, a tendência é confirmada por relatórios de auditoria fiscal.

**Análise**

A extinção da escala 6×1 representa muito mais que uma mudança administrativa. Do ponto de vista da segurança, o vínculo entre jornada e acidente é um consenso científico: trabalhadores privados de sono reparador apresentam reflexos mais lentos, menor atenção a máquinas e maior incidência de transtornos mentais, como ansiedade e depressão — fatores que contribuem para episódios graves no ambiente laboral. A nova lei age preventivamente, atacando a raiz do problema. Com intervalos mais generosos, o corpo humano recupera capacidade física e cognitiva, reduzindo o risco de ações inseguras.

No cenário econômico, a transição exigirá adaptação das empresas, sobretudo aquelas que operam em escala contínua, como hospitais, fábricas e call centers. Porém, a experiência internacional de países que adotaram jornadas de quatro dias ou escalas com mais folgas mostra que a produtividade tende a se manter, ou até aumentar, quando há investimento em organização do trabalho e ergonomia. O Brasil, agora, posiciona-se na vanguarda da América Latina ao incorporar a segurança como princípio estruturante da jornada. Especialistas já falam em um efeito multiplicador: menos acidentes, menos custos previdenciários, menos sobrecarga do sistema público de saúde.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir da transmissão oficial da cerimônia de promulgação do Congresso Nacional, do discurso do presidente da República e de comunicados do Ministério do Trabalho e Emprego. O texto integral da lei está disponível no Diário Oficial da União, e sua tramitação pode ser consultada nos arquivos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.