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A filha do cantor Netinho usou as redes sociais na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, para publicar uma emocionante mensagem de despedida ao pai. Na postagem, que reúne uma foto antiga e poucas palavras, ela escreveu: “Te amo pra sempre”. A declaração rapidamente ganhou repercussão entre fãs e amigos do artista, que acompanham há anos a trajetória do intérprete de sucessos como “Milla” e “Prazer”.
**Contexto**
Netinho, nome artístico de Erivaldo Santos, é um dos cantores mais conhecidos do axé music brasileiro. Nascido em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo baiano, ele integrou o grupo Cheiro de Amor nos anos 1980 e, depois, seguiu carreira solo, emplacando hits que marcaram o carnaval de Salvador e ganharam todo o país. Nos últimos anos, no entanto, a vida pessoal do cantor passou a dividir espaço com a carreira, especialmente após ele se tornar pai.
A filha, cujo nome não foi divulgado na postagem, aparece ao lado do músico em um registro antigo, aparentemente feito quando ainda era criança. Nas redes, ela não deu detalhes sobre as circunstâncias da despedida. A mensagem, curta e direta, foi interpretada por seguidores como uma homenagem possível após o falecimento do artista, embora a família não tenha feito um pronunciamento oficial até o momento em que este texto foi produzido.
Internautas rapidamente se mobilizaram, deixando mensagens de apoio e solidariedade à filha e aos demais familiares. Muitos recordaram a importância de Netinho para a música baiana e para o axé, um gênero que ajudou a projetar internacionalmente nas décadas de 1990 e 2000. Outros citaram canções conhecidas do repertório do cantor, transformando a publicação em um verdadeiro memorial espontâneo.
A despedida ocorre em um momento em que o axé music, gênero que dominou as paradas brasileiras e animou multidões na Bahia, atravessa um processo de revisão e nostalgia. Artistas e herdeiros da cena musical dos anos 1990 e 2000 têm sido homenageados em festivais e programas de TV, e a morte de Netinho, se confirmada, deve amplificar esse movimento de celebração de uma era.
**Análise**
A mensagem da filha de Netinho, ainda que breve, carrega um peso simbólico enorme para os fãs do cantor. Em um país onde a música popular sempre esteve ligada à emoção e à festa, a despedida de um dos grandes nomes do axé não é apenas um evento familiar, mas um momento de luto coletivo para milhões de brasileiros que cresceram ouvindo suas canções. O “te amo pra sempre”, publicado em letras minúsculas, ecoa a linguagem direta e afetiva que marcou a relação do cantor com o público.
Ainda que as circunstâncias exatas da morte não tenham sido oficialmente detalhadas, a comoção nas redes sociais mostra como Netinho permanecia relevante. Seu repertório, que misturava ritmos afro-brasileiros com letras leves e dançantes, ajudou a consolidar o Carnaval de Salvador como produto cultural de alcance nacional e internacional. A perda, portanto, não se restringe ao círculo íntimo do artista: ela atinge um legado musical que atravessa gerações e inspira novos intérpretes da música baiana.
A publicação da filha também reacende o debate sobre a preservação da memória de artistas populares. Diferentemente de grandes nomes da MPB, cujas obras são amplamente catalogadas e estudadas, muitos representantes do axé tiveram suas trajetórias documentadas de forma fragmentada. A comoção em torno da despedida de Netinho, assim, pode servir como um lembrete da importância de registrar e valorizar a história de um movimento musical que transformou a cara do verão brasileiro e projetou artistas negros e nordestinos em um cenário nacional.
**Fontes**
As informações contidas nesta matéria foram obtidas por meio da publicação feita pela filha de Netinho em uma rede social, na manhã de 13 de outubro de 2026. Até o momento da redação deste texto, não havia sido divulgado um comunicado oficial da família ou da assessoria do artista sobre o falecimento. A matéria também se baseia no histórico público da carreira de Netinho, incluindo sua passagem pela banda Cheiro de Amor e sua carreira solo, amplamente documentados pela imprensa nacional.
Por Renan Filho · 2026-10-13