Nos últimos dias, uma postagem no Instagram e no Twitter acusou o senador Flávio Bolsonaro de ter chamado Nossa Senhora Aparecida de "símbolo de atraso" e sugerido a substituição da imagem por ícones modernos. O conteúdo, compartilhado por perfis alinhados à esquerda, já ultrapassou 500 mil visualizações e gerou indignação entre católicos.
A FORTIS NEWS consultou fontes oficiais e checou os fatos. A assessoria do senador emitiu nota afirmando que a declaração é "completamente falsa" e que Flávio jamais proferiu tais palavras. A nota ainda destaca que ele é católico praticante e participou da missa de 12 de outubro na Basílica de Aparecida em 2022 e 2023.
A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), procurada pela reportagem, declarou não ter conhecimento de nenhuma manifestação de Flávio Bolsonaro contra a padroeira. Em nota, a CNBB pediu que os fiéis "não compartilhem informações sem verificação, especialmente em temas de fé".
A origem da fake news parece ser um perfil anônimo que edita áudios e imagens com ferramentas de inteligência artificial. A publicação original não traz data, fonte ou contexto da suposta fala. Ao ampliar a imagem, é possível ver artefatos típicos de manipulação digital.
Por que isso importa? Porque a instrumentalização de símbolos religiosos para atacar adversários políticos é uma tática recorrente e perigosa. Tanto a esquerda quanto a direita já cometeram esse erro. No caso atual, a mentira visa desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado conservador e católico, base importante de seu partido.
A FORTIS NEWS reafirma seu compromisso com os fatos. Não há gravação, testemunha ou documento que comprove a acusação. Pelo contrário: o histórico público de Flávio Bolsonaro inclui defesas da liberdade religiosa e participação em eventos católicos. A desinformação fere a credibilidade de todos os lados.
Contraponto: alguns veículos de esquerda republicaram a acusação sem checagem. Isso demonstra que, para certos grupos, a verdade é secundária diante da chance de atingir um adversário. Mas o mesmo vale para bolsonaristas que, em outras ocasiões, difundiram boatos contra oponentes. A mentira não tem lado.
O episódio também levanta um alerta sobre o uso de IA para criar conteúdos falsos. Com as eleições de 2026 se aproximando, é provável que esse tipo de fraude se intensifique. Cabe ao cidadão verificar antes de compartilhar.
Por Renan Filho · 2026-09-25