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Fabi Alvim, Alison ‘Mamute’ e Ary Graça entram para o Hall da Fama do vôlei e elevam protagonismo brasileiro

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-18

A seleção brasileira de vôlei ganha mais três representantes no Hall da Fama internacional: a líbero bicampeã olímpica Fabi Alvim, o central campeão mundial Alison ‘Mamute’ e o dirigente Ary Graça. A cerimônia ocorre neste sábado, 18 de outubro, em Haia, nos Países Baixos, e consolida a contribuição do país ao esporte.

**Lead**

O vôlei brasileiro celebra, neste sábado, 18 de outubro, a entrada de três grandes nomes no Hall da Fama do vôlei internacional: a bicampeã olímpica Fabi Alvim, o central campeão mundial Alison ‘Mamute’ e o presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça. A cerimônia de indução acontece em Haia, nos Países Baixos, durante o Congresso Mundial da FIVB, e coloca o Brasil em posição de destaque entre as nações com mais representantes na honraria.

**Contexto**

A trajetória dos três homenageados atravessa gerações e diferentes funções dentro do esporte. Fabi Alvim, líbero da seleção feminina, construiu uma carreira marcada por títulos consecutivos: foi campeã olímpica em Pequim 2008 e Londres 2012, além de conquistar o Grand Prix e o Pan-Americano. Reconhecida pela consistência defensiva, ela se tornou referência para uma posição que, até sua chegada, tinha pouca visibilidade no cenário internacional. Sua entrada no Hall da Fama coroa uma carreira que ajudou a redefinir o papel da líbero no vôlei moderno.

Alison ‘Mamute’, por sua vez, é um dos principais centrais da história recente do vôlei masculino. Com 2,04 metros de altura e presença imponente na rede, ele foi peça-chave na conquista do Campeonato Mundial de 2010, na Itália, e nos títulos da Liga Mundial e da Copa do Mundo. Sua consistência no bloqueio e no ataque de primeiro tempo o tornou um dos atletas mais respeitados de sua geração, com passagens de destaque por clubes da Itália, da Rússia e do Brasil. A indução reconhece tanto o desempenho em quadra quanto sua contribuição para a imagem do vôlei brasileiro no exterior.

Ary Graça, dirigente carioca, preside a FIVB desde 2012 e é o responsável por uma série de reformas administrativas e comerciais na entidade. Antes de assumir o comando internacional, ele liderou a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), período em que o Brasil conquistou títulos olímpicos e mundiais consecutivos. Sua gestão na FIVB foi marcada por mudanças no calendário, investimentos em novas competições e maior profissionalização das ligas nacionais. A inclusão de um dirigente brasileiro no Hall da Fama reforça o papel do país não apenas como potência esportiva, mas também como força administrativa dentro do esporte.

O Hall da Fama do vôlei foi criado em 2010 para reconhecer atletas, técnicos, dirigentes e personalidades que contribuíram significativamente para o desenvolvimento do esporte em âmbito mundial. Até este ano, a honraria já contava com outros brasileiros, como o ex-levantador William, o técnico Bernardo Rezende e a ex-jogadora Ana Moser. Com os novos nomes, o Brasil passa a ser um dos países com maior número de representantes na lista, ao lado de potências tradicionais como Estados Unidos, Rússia e Itália.

**Análise**

A entrada simultânea de uma atleta, um atleta e um dirigente não é coincidência. Ela reflete o ciclo de amadurecimento do vôlei brasileiro, que nas últimas duas décadas se consolidou como uma das principais escolas do esporte no mundo. A presença de Fabi e Alison representa o reconhecimento do talento formado no país, enquanto a indução de Ary Graça evidencia o peso institucional que o Brasil conquistou nos organismos internacionais. Juntos, os três nomes sintetizam as diferentes frentes que fizeram do vôlei um dos esportes mais vencedores da história recente do país.

Para a nova geração de atletas, a honraria funciona como um marco simbólico: mostra que o caminho de dedicação ao esporte pode levar a um reconhecimento que ultrapassa as medalhas e os troféus. A cerimônia em Haia também projeta o Brasil no centro das discussões sobre o futuro do vôlei mundial, em um momento em que a FIVB busca expandir o esporte em novos mercados e formatos. A tendência é que a influência brasileira continue crescendo, tanto na formação de atletas quanto na ocupação de espaços de liderança global.

**Fontes**

As informações foram confirmadas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e por comunicados oficiais das homenageadas e do homenageado nas redes sociais.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.