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Exército treina militares para enfrentar ameaças químicas e nucleares no Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-31

O Exército Brasileiro realizou, nesta semana, um treinamento de defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN) com o objetivo de preparar suas tropas para situações de emergência envolvendo agentes tóxicos e materiais radioativos.

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O Exército Brasileiro concluiu, nesta semana, um exercício de treinamento voltado para a defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN). A atividade, realizada em área militar no estado do Rio de Janeiro, reuniu militares de diferentes unidades e teve como foco a identificação, o isolamento e a descontaminação de ambientes afetados por agentes tóxicos e materiais radioativos. O objetivo é aprimorar a capacidade de resposta das Forças Armadas em cenários de crise, como acidentes industriais, ataques terroristas ou desastres naturais que envolvam substâncias perigosas.

**Contexto**

O treinamento faz parte de um programa de capacitação contínua do Exército, que busca alinhar suas tropas aos protocolos internacionais de segurança e às melhores práticas adotadas por forças armadas de outros países. A DQBRN é uma especialidade que ganhou destaque nas últimas décadas, especialmente após episódios como o ataque com gás sarin no metrô de Tóquio, em 1995, e os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, que ampliaram a preocupação com armas de destruição em massa.

No Brasil, a preocupação com ameaças químicas e nucleares está relacionada, principalmente, à existência de indústrias químicas e petroquímicas de grande porte, além das usinas nucleares de Angra dos Reis. O país também abriga reservas de urânio e desenvolve atividades de pesquisa nuclear, o que exige medidas rigorosas de segurança. Em 2023, o Exército já havia realizado outro exercício de DQBRN, em parceria com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), para simular a descontaminação de áreas após um vazamento radioativo.

A formação de militares especializados nessa área é considerada estratégica para o Brasil, que precisa estar preparado para responder a emergências dessa natureza, seja em território nacional ou em missões de paz no exterior. O Exército mantém, ainda, o Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, sediado em Duque de Caxias (RJ), unidade responsável por capacitar e equipar as tropas para atuar nesses cenários.

**Análise**

A realização desse tipo de treinamento reflete uma tendência global de fortalecimento das capacidades de defesa não convencional. Países como Estados Unidos, Rússia, China e membros da União Europeia têm investido pesadamente em unidades especializadas em DQBRN, especialmente após a pandemia de Covid-19, que expôs a necessidade de respostas rápidas a ameaças biológicas. No caso brasileiro, a iniciativa também dialoga com a crescente preocupação com a segurança de infraestruturas críticas, como oleodutos, refinarias e usinas nucleares, que podem se tornar alvos de ataques ou sofrer acidentes.

Além disso, a capacitação em DQBRN tem impacto direto na proteção da população civil. Em situações de emergência, os militares treinados podem atuar no apoio às autoridades locais, realizando a contenção de vazamentos, a evacuação de áreas e a descontaminação de pessoas e ambientes. A integração com órgãos como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a CNEN é fundamental para que a resposta seja eficaz e coordenada.

Apesar dos avanços, especialistas apontam que o Brasil ainda enfrenta desafios, como a necessidade de ampliar a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos para agentes químicos e radiológicos e de expandir a oferta de cursos de especialização. O treinamento realizado nesta semana é um passo importante, mas a manutenção de uma força permanentemente preparada exige investimentos contínuos e atualização constante diante de novas ameaças.

**Fontes**

As informações deste artigo foram baseadas em comunicados oficiais do Exército Brasileiro, em documentos públicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e em reportagens veiculadas pela imprensa nacional sobre exercícios anteriores de defesa química, biológica, radiológica e nuclear. Não foram utilizadas citações diretas de autoridades ou dados numéricos não confirmados.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.