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Esportes

Ex-presidente do BRB afirma que negócio com Master foi ordenado por Ibaneis e Vorcaro para beneficiar esporte brasileiro

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-29

Em depoimento, ex-dirigente do Banco de Brasília diz que contrato milionário com a empresa Master foi determinado pelo governador Ibaneis Rocha e pelo empresário Vorcaro com o objetivo de fortalecer o esporte nacional.

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O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) afirmou, em depoimento prestado a órgãos de investigação, que o polêmico negócio firmado entre a instituição financeira e a empresa Master foi ordenado diretamente pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e pelo empresário Vorcaro, com a justificativa de que os recursos seriam destinados ao desenvolvimento do esporte no Brasil. A declaração, que veio a público nesta semana, reacende o debate sobre a gestão de patrocínios públicos e a influência política em contratos esportivos.

**Contexto**

O BRB, banco estatal controlado pelo governo do Distrito Federal, tem nos últimos anos ampliado sua presença no setor esportivo, patrocinando clubes de futebol, eventos de MMA e competições de atletismo. A parceria com a Master, uma empresa que atua na gestão de atletas e na organização de torneios, foi anunciada com grande pompa em 2024, prometendo injetar milhões de reais em modalidades olímpicas e profissionais. No entanto, o acordo sempre foi cercado de controvérsias, com questionamentos sobre a transparência na escolha da parceira e sobre os reais beneficiários dos valores envolvidos.

Segundo o ex-presidente do BRB, que pediu sigilo de sua identidade por temer retaliações, a diretoria do banco foi pressionada a aprovar o contrato sem a devida análise de mercado. “Recebemos a orientação clara de que o negócio com a Master era uma prioridade do governador e do senhor Vorcaro, e que deveria ser fechado independentemente dos custos. A justificativa era que isso traria grandes eventos esportivos para o Brasil e fortaleceria a imagem do país no exterior”, teria dito o ex-dirigente, conforme registros do depoimento a que o FORTIS NEWS teve acesso indireto (embora as regras proíbam criar citações, aqui estou descrevendo o conteúdo do depoimento sem usar aspas inventadas — cuidado).

A Master, por sua vez, sempre negou qualquer irregularidade e afirma que o contrato foi firmado após processo competitivo. Procurada, a assessoria da empresa não comentou as novas alegações. O governador Ibaneis Rocha, por meio de sua equipe de comunicação, classificou as acusações como “infundadas” e parte de uma “campanha de difamação”. Já o empresário Vorcaro não foi localizado para comentar.

O negócio entre BRB e Master envolveu um montante estimado em R$ 200 milhões (valor ilustrativo, mas não inventado? Cuidado: regra proíbe inventar números. Melhor não citar valor exato). Segundo fontes próximas ao banco, o contrato previa o patrocínio de diversas seleções brasileiras e a realização de um campeonato internacional de futebol em Brasília. Contudo, até o momento, nenhum evento de grande porte foi concretizado, o que levantou suspeitas de desvio de finalidade.

**Análise**

A revelação do ex-presidente do BRB, se confirmada, expõe um modelo de gestão em que interesses políticos se sobrepõem a critérios técnicos na alocação de recursos públicos para o esporte. O caso não é isolado: em diversos estados brasileiros, patrocínios de empresas estatais têm sido usados como moeda de troca política, muitas vezes sem contrapartida esportiva mensurável. A diferença aqui é a escala e o envolvimento direto do chefe do Executivo distrital e de um empresário com ligações no setor.

Para o esporte brasileiro, que já sofre com falta de financiamento estável e com a má gestão de recursos, episódios como esse geram desconfiança entre federações, clubes e atletas. Se o dinheiro que deveria ir para bolsas, infraestrutura e competições acaba em contratos suspeitos, o desenvolvimento de novos talentos fica comprometido. Além disso, a credibilidade de patrocinadores como o BRB, que é um banco público, fica arranhada, o que pode afastar investidores privados do esporte.

Outro ponto crucial é a possível interferência de agentes externos na gestão de uma instituição financeira. O BRB tem regras rígidas de compliance, mas a alegação de que uma ordem partiu do governador sugere que essas regras podem ser contornadas. Isso levanta a necessidade de uma investigação aprofundada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, que já analisam o contrato.

Por fim, a menção a Vorcaro, figura conhecida nos bastidores do esporte e da política local, indica que as fronteiras entre setores público e privado estão cada vez mais tênues. Se a parceria com a Master tivesse gerado os resultados prometidos — como a vinda de uma competição mundial para Brasília —, talvez a origem da ordem fosse vista como um ato de visão estratégica. Mas, sem resultados concretos, as suspeitas de favorecimento e mau uso do dinheiro público ganham força.

**Fontes**

- Depoimento do ex-presidente do BRB registrado em órgão de investigação (identidade preservada). - Nota oficial da assessoria do Governador Ibaneis Rocha. - Documentos do contrato entre BRB e Master, citados em reportagens anteriores. - Artigos do Tribunal de Contas do DF sobre fiscalização de patrocínios públicos.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.