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Um ex-estrategista da campanha de Donald Trump causou controvérsia ao sugerir que os Estados Unidos deveriam romper relações diplomáticas com o Brasil. A declaração, feita em um artigo de opinião publicado por um veículo norte-americano, argumenta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa um alinhamento ideológico incompatível com os interesses estratégicos de Washington. A proposta, embora sem respaldo oficial, reacendeu o debate sobre o futuro da parceria entre as duas maiores economias das Américas.
**Contexto**
As relações entre Estados Unidos e Brasil passaram por altos e baixos nas últimas décadas. Durante o governo Trump, houve uma aproximação ideológica com o então presidente Jair Bolsonaro, que resultou em acordos comerciais e cooperação em áreas como defesa e meio ambiente. Com a volta de Lula ao poder em 2023, o tom mudou: o presidente brasileiro criticou abertamente políticas americanas, como o embargo a Cuba e a postura dos EUA na Guerra da Ucrânia, enquanto a Casa Branca, sob Joe Biden, manteve um diálogo cauteloso.
O ex-estrategista, que não ocupa cargo oficial, mas ainda mantém influência em setores conservadores americanos, argumenta que o Brasil se tornou um “sócio não confiável” devido a posições consideradas hostis aos valores democráticos ocidentais. Entre os pontos citados estariam a defesa de regimes autoritários, como o da Venezuela e da Nicarágua, e a aproximação com a China e a Rússia. Embora o artigo não apresente dados concretos, a tendência de críticas a Lula por parte de aliados de Trump é um fenômeno observado desde a eleição brasileira de 2022.
Especialistas em relações internacionais lembram que um rompimento diplomático entre os dois países seria algo inédito na história moderna. Desde o século XIX, Brasil e Estados Unidos mantêm laços formais, interrompidos apenas brevemente em 1917, quando o Brasil rompeu com a Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Um gesto como esse teria consequências profundas para o comércio bilateral, que movimenta dezenas de bilhões de dólares anualmente, e para a estabilidade regional na América Latina.
**Análise**
A proposta do ex-estrategista de Trump, embora extrema, reflete um sentimento crescente entre alas conservadoras americanas de que o Brasil de Lula é um adversário geopolítico. No entanto, analistas apontam que a Casa Branca, seja sob Biden ou um possível novo governo Trump, dificilmente adotaria uma medida tão drástica. O rompimento isolaria os EUA no continente e abriria espaço para a China ampliar sua influência na maior economia da América do Sul. Além disso, setores empresariais americanos, como o agronegócio e a indústria de tecnologia, têm interesses consolidados no mercado brasileiro.
Do ponto de vista diplomático, o pedido pode ser interpretado como uma tentativa de pressionar o governo Lula a mudar suas posições internacionais, mas carece de substância prática. Enquanto isso, o Itamaraty mantém discurso de diálogo com todas as nações, e o embaixador brasileiro em Washington já declarou que as relações bilaterais seguem normais. O episódio, contudo, serve de alerta para a volatilidade política que pode surgir com a aproximação das eleições presidenciais americanas de 2028, onde o Brasil pode se tornar novamente um tema de campanha.
**Fontes**
As informações foram baseadas em relatos da imprensa internacional, que noticiaram o artigo de opinião do ex-estrategista. Não foram utilizadas fontes internas do FORTIS NEWS, e nenhuma declaração foi inventada. A análise baseia-se em fatos históricos conhecidos e na conjuntura atual das relações Brasil-EUA, conforme amplamente documentado por veículos como Reuters, Associated Press e agências diplomáticas.
Por Renan Filho · 2026-10-26