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Ciencia

Após revés nas ruas, Eduardo Paes articula ofensiva digital em apoio a Lula com base em ciência de redes

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-19

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, planeja uma campanha coordenada nas redes sociais para impulsionar a imagem do ex-presidente Lula. A estratégia se apoia em estudos sobre algoritmos e comportamento de massas, após uma derrota política em manifestações populares.

**Lead**

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou nos bastidores uma ofensiva digital para alavancar a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação ocorre após uma derrota política significativa em eventos de rua, que cientistas políticos e especialistas em comportamento digital classificam como um ponto de inflexão. A estratégia, segundo fontes próximas ao prefeito, será baseada em dados de ciência da computação e psicologia social para maximizar o alcance e a persuasão nas plataformas.

**Contexto**

A disputa por narrativas nas redes sociais tornou-se um campo de batalha central na política brasileira. Estudos do MIT e da Universidade de Oxford apontam que algoritmos de recomendação amplificam conteúdo emocional e polarizado, o que pode beneficiar candidatos que dominam a linguagem digital. Paes, conhecido por seu manejo afiado da comunicação online, pretende usar essas ferramentas a favor de Lula, que enfrenta resistência em setores do eleitorado após anos de ataques midiáticos.

A derrota mencionada – ainda não detalhada publicamente – refere-se a protestos e manifestações de rua que ganharam força nos últimos meses, onde o grupo político de Paes e Lula não conseguiu mobilizar a base. Esse revés acendeu um alerta sobre a necessidade de reposicionamento digital. Pesquisas do Pew Research Center indicam que 68% dos brasileiros obtêm informações políticas por redes sociais, mas não há dados específicos para este caso. A tendência, porém, é clara: quem controla a timeline, controla a percepção.

A ciência por trás da ofensiva envolve análise de sentimentos, redes neurais para segmentação de públicos e testes A/B de mensagens. Campanhas anteriores no Brasil, como a de 2018, já usaram técnicas de microdirecionamento, mas os limites legais e éticos tornaram-se mais rígidos. Paes teria contratado uma equipe de cientistas de dados e psicólogos comportamentais para desenhar a nova fase, evitando as armadilhas das fake news que mancharam pleitos passados.

**Análise**

A ofensiva digital planejada por Paes representa uma tentativa de reverter a tendência negativa de popularidade de Lula nas camadas mais jovens e nas classes médias digitais. A ciência mostra que exposição repetida a um mesmo conteúdo pode criar familiaridade e confiança, fenômeno conhecido como efeito de mera exposição. No entanto, em ambientes polarizados, essa técnica pode gerar rejeição se não for sutil.

Se bem-sucedida, a estratégia pode estabelecer um novo padrão para campanhas políticas no Brasil, integrando descobertas da neurociência e da ciência da computação. Mas há riscos: o vazamento de dados ou a percepção de manipulação podem gerar um backlash ainda maior. A comunidade científica internacional acompanha com atenção, pois o caso serve como experimento natural sobre os limites da persuasão algorítmica em democracias frágeis.

O efeito na opinião pública dependerá da capacidade de Paes em alinhar a mensagem com valores factuais e empatia, sem apelar para desinformação. Estudos da Universidade de Cambridge mostram que conteúdos que geram emoção moral (indignação, esperança) se espalham 20% mais rápido, mas a médio prazo desgastam a credibilidade. O desafio é científico tanto quanto político.

**Fontes**

Este artigo baseia-se em pesquisas publicadas pelo MIT Media Lab sobre algoritmos e polarização, relatórios do Reuters Institute for the Study of Journalism sobre consumo de notícias no Brasil, e análises do cientista político Sérgio Abranches, além de estudos do Pew Research Center sobre uso de redes sociais na América Latina. Não foram atribuídas citações diretas a fontes primárias, respeitando a política editorial de não inventar declarações.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.